Premeditei este amor
Acreditei desde criança
Sempre foi meu
E eu já sentia saudades
Antes mesmo de haver lembranças.
E hoje, meu amor
Me lembrei que ainda sou criança
Brincando nos parques teus
Onde tu e eu fazemos lambanças.

Premeditei este amor
Acreditei desde criança
Sempre foi meu
E eu já sentia saudades
Antes mesmo de haver lembranças.
E hoje, meu amor
Me lembrei que ainda sou criança
Brincando nos parques teus
Onde tu e eu fazemos lambanças.

Não adianta falar sobre o que só o tempo é capaz de dizer.

Queria tuas mãos nos meus cabelos, porque tuas mãos me curam.
Assim também queria as tuas mãos nas minhas costas, porque me seguram.
A vida não é fácil. Não tem sido fácil. E como homem me sinto na obrigação de dizer que está tudo bem.
Mas sabe, amor, nem sempre é assim. Há dias ensolarados, mas também há dias de dor sem fim.
Quando vejo um bem-te-vi, a sensação que tenho é que Deus está me vendo, e sorrio para as possibilidades Dele estar olhando para mim.
Mas sabe, amor, quando te vejo, nos nossos abraços, cafunés e beijos, é aí que mais sinto Deus em mim. Teus toques e bem-te-vis.
Obrigado pelo que nem sabes que fazes. És, como os bem-te-vis, Deus em mim.

Percebo brutalidade em alguns que me olham
Que veem um eu que não se parece comigo
Um eu que não é meu e só existe em olhos alheios
Cegos pelas projeções que consomem suas próprias vidas.
Se de fato me vissem, penso eu
Se se dessem a chance de me ver
Veriam que o meu eu que de fato sou eu respeitosamente se cala
Diante da cegueira brutal que consome suas próprias vidas.

Teu livro me espreita da cabeceira, enquanto engulo um farto gole de cerveja.
Comemoro as tuas andanças, as tuas idas e vindas, partidas e chegadas. Você em movimento. Eu em movimento a você.
Os lençóis e a cabeceira ainda estão marcados pelo nosso amor. Testemunhas de gozos incansáveis, de confissões doridas. Coisas inesquecíveis. Coisas feitas e ainda por fazer.
Vejo uma calcinha. O cheiro de menta que emana do aromatizador ecoa pelo quarto e abafa uma única lágrima que desce do meu rosto com fúria no maior estilo “Que porra é essa? Cadê você?”
Saudade. Faz menos de uma hora que você se foi. Foi o tempo de eu dirigir da rodoviária até em casa e ser tragado pela tua ausência. Nem a beleza da Baía de Guanabara vista da Ponte Rio Niterói durante a noite foi capaz de tornar o “eu sei que você já volta” mais palatável. Uma situação indigesta é uma situação indigesta. Não há música que me salve disso.
Passei por duas Operações Lei Seca. Não fui parado em nenhuma delas. Eu deveria ter sido preso por andar embriagado de você, completamente atordoado pelo cheiro do teu perfume que mora no meu carro, na minha pele, nos meus sonhos.
Arrisco um Law & Order: SVU na esperança de ver um episódio novo. Por reflexo, tento alcançar teu corpo a meu lado em uma vã tentativa de me abrigar do mundo e ganhar um coçada nas costas. Você não está aqui como estava pela manhã, como esteve até o nosso “vai com Deus”.
Te espero sabendo que te espero por opção, por amor, por tesão, por teimosia, por esperança. “Tudo é rio”, da Carla Madeira. Capítulo 8. Até você voltar, terminarei de ler o livro.
Durma bem durante a viagem.
P.S.: As panelas que ficaram sobre o fogão eu lavo pela manhã. Volta logo. Quero você.

Peguei a minha perfeição
E comparei com a dos outros.
A dos outros era pior, obviamente.
Entendo que os outros não a entendam.
Era de se esperar.
A minha perfeição não carece de entendimento:
Só de admiração.

Feito oxigênio,
Estás em minhas artérias,
És meu pulmão.
Saturação?
100%.

Queria discutir grandes questões
Falar de Filosofia
Sentir as coisas do mundo.
Mas não…
Eu só vejo televisão
Faço parte de uns grupos de discussão
E tenho uma opinião formada sobre tudo.

Há quem não mereça o teu melhor.

O que quer que seja
De morango ou de cereja
Há um pedaço de nós em nós.
