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Cachorra

O amor morre. Morre no silêncio. Não há sepultamento e muito menos atestado de óbito. Partes do cadáver ficam pelo chão.

O amor morre nas lonjuras. Não nas distâncias físicas mas nas psíquicas. Nas que só vivem quando há, quando existe amor.

Minha cabeça se apoia na coluna do bar ao lado de minha mesa. Finjo que saboreio a moça que me olha, enquanto gin que está na minha mesa esquenta. Finjo. Um, dois, três segundos… Minutos… Horas. Parece funcionar para a multidão que me olha em fúria: cadê aquela filha da puta que você ama?

Saco do fundo do baú aquele olhar sexy, aquele comentário picante. Ela quer me dar, mas ela não é ela. Ela não tem o gosto e o cheiro de quem eu quero que me afogue. Ela nunca teve do meu caralho a posse. No máximo um “válido por duas horas”. Nada mais.

Dou um trago no cigarro de um amigo. Lembro-me dela em minha cama. Tenho una ereção infinita. Só ela sabia fazer isso com minha pica. Gozar litros. O teto, a parede, o chão. Não vejo nada parecido com ela ao meu redor, e me lembro que ainda que eu não esteja só, dentro dela não estou.

A noite corre solta. Não saio daqui sozinho. Procuro o meu ninho. Aonde você está, cachorra? Me dá seu pescoço! Me deixa rouco de te ouvir gritar.

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Avante

Cerrei meus olhos,

Relaxei meus punhos,

E fui na base da coragem.

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Anseios

Aonde eu estaria se não estivesse onde estou?

Seriam os sonhos os mesmos?

E os anseios, receios?

Teriam os mesmos nomes

E trariam consigo as mesmas dúvidas,

As mesmas paixões e amores?

Pitadas de solidão?

Do que eu me defenderia?

Para o que eu me abriria?

Padeceria de lonjuras

Ou me afogaria em presenças?

Riria de mim mesmo ou deixaria que rissem de mim?

Teria eu mais apelo?

Uma carta na manga… Algo assim?

Ou seria só um indolente,

Refastelado em uma poltrona decadente,

Com centenas de controles remotos (sem pilhas) nas mãos?

Está tudo bem, eu sei.

Me disseram que está tudo sob controle.

Que bom.

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Bruxas?

A mulher não pode ser feliz. Simplesmente não pode! Porque mulher feliz não é mulher: é “bruxa”.

A mulher, para ser reconhecida como mulher pela sociedade, precisa:

  • Ser completamente submissa ao homem.
  • Não pode emitir opiniões.
  • Não pode ter sonhos.
  • Precisa entender que o casamento é uma sentença, e que se o casamento der errado, a culpa será sempre dela.
  • Não pode ter desejos ou fantasias sexuais.
  • Precisa se submeter a todo tipo de perversão ou parafilia proposta pelo homem.
  • Pode ser traída e precisa respeitar a “natureza dos homens”.
  • Precisa sofrer calada a todo tipo de abuso físico, psicológico e financeiro.
  • Tem que ser mãe, cuidar da casa, fazer comida, lavar e passar.
  • Precisa estar sempre limpa e arrumada.

Enfim… Precisa ser uma escrava por ter nascido mulher.

Agora eu entendo porque caçavam as “bruxas”. Masculinidade frágil, tóxica. Foi e é assim desde sempre, e a grande verdade é que eu sempre achei as “bruxas” mais atraentes. Sim… As mesmas que a Rita Lee (salve!!!) chamava de “ovelhas negras”. 🙂

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Ano Novo – 2024

Fiquei com desânimo de falar sobre o ano novo. Desejar as mesmas coisas de sempre (que não deixaram de ser importantes), tal como se desejo e ação fossem sinônimos. Não são.

Eu posso muito querer que meu ano seja diferente. Posso rezar, posso fazer promessas, fazer simpatias… Tanto faz. Meu ano será tão bom quanto eu quiser de fato que ele seja, mas é obrigatório que o meu querer se transforme em ação.

A passividade da espera, tal como se o universo me devesse alguma coisa, já não me convence. Estou velho demais para isso. As pessoas são como são. As coisas são como são. E se quero algo de novo e diferente para 2024, tenho que ser eu mesmo o agente da mudança.

O combustível para realizar as tais ações? Eu posso ficar com raiva, ressentido, frustrado… É minha própria energia que eu aceito, de maneira consciente ou não, investir nestes sentimentos. Ou posso também (devo!) usar esta mesma energia parar melhorar a minha vida de alguma forma. Estudar, trabalhar, me exercitar, fazer terapia, meditar… Cuidar da minha mente e do meu corpo de maneira integral, deixando para trás tudo que é âncora na minha vida.

Esta é a minha maneira de desejar um Feliz Ano Novo para quem está me lendo. Não que eu tenha deixado de comer lentilha ou de pular 7 ondas na virada do ano, mas o ano e a vida esperam de mim muito mais do que isso. Acho que de você também para a sua vida, por você.

Cuide-se! Feliz Ano Novo!

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Sem você

Vinho sem você não tem contexto.

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Paixão por viver

As nossas “notas erradas” nada mais são do que oportunidades para reflexão, aprimoramento e crescimento.

Que as notas erradas em nossas vidas nunca nos façam perder a paixão por viver. ❤ ❤ ❤

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Dia das Crianças – 2023

Se eu pudesse dar um conselho para minha filha quando ela era criança (hoje ela tem 15 anos), eu diria o seguinte:

Você não precisa dos meus conselhos. Eu é que preciso de tudo que você trouxe para a minha vida.

Obrigado, Sophia. Eu te amo! Eu aprendi mais com você do que jamais aprendi em toda a minha vida. Ser o homem que eu sou hoje em dia passou pelas tuas lições. Você nasceu e depois disso eu aprendi a ser o que eu sou.

Muito, muito obrigado. De novo. Eu te amo. Você não é só a minha filha. Você é a minha redentora. Obrigado, meu santo e sacro Deus, por tudo isso. Zerei a vida. Nada mais me falta. Eu estou vivo. Você, minha filha, é a melhor e mais absoluta e perfeita parte de mim.

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#1MillionMarch4Children

“Scenes from Ottawa right now where thousands of parents and kids are protesting explicit sexual content in schools and radical gender ideology.

These protests are absolutely massive and across the entire country. #1MillionMarch4Children”

Cenas de Ottawa (Canadá), onde milhares de pais e mães protestam contra o conteúdo sexual explícito nas escolas e ideologias de gênero radicais.

Os protestos são enormes e acontecem em todo país.

P.S.: Cristãos e muçulmanos protestando lado a lado. Momento histórico!

CHEGA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Castigo

Vou me embora

Porque já passou da hora

E eu joguei meus sonhos fora

Em uma lata de lixo.

Vou me embora

Porque na minha memória

Já não há nenhuma história

E meu coração bate fixo.

Mas acima de tudo vou me embora

Porque se apagaram as luzes de outrora

E a única coisa que me revigora

É deitar-me aos pés de um crucifixo.

Fátima – Portugal