Eu nos escrevo em poesias,
Que são feito fotografias
De eternos flagrantes.
.
E quando as releio,
Delas faço desejosas súplicas,
Para que tudo reaconteça.

Estremeço e enrijeço quando teu nome pulsa no meu telefone.

Um cara feio
E uma moça feia
Se encontraram
Bateram de frente
Ficaram juntos
E se tornaram
Lindos.
.
Um cara feio
E uma moça linda
Se encontraram
Bateram de frente
Ficaram juntos
E se tornaram
Lindos.
.
Um cara lindo
E uma moça feia
Se encontraram
Bateram de frente
Ficaram juntos
E se tornaram
Lindos.
.
A beleza
Presente –
Sempre –
Nos olhos
De quem
Acredita.
.
Na beleza
Do lindo
E do feio
Eu acredito.

Tua nobreza advém da tua alma,
E teu título nobliárquico
É vitalício.
.
Tua coroa –
Por ser verdadeira –
Faz sangrar:
É de espinhos.
.
Teu cetro são teus atos,
E o fuxico as armas
De quem ignora
Teus desejos e vontades,
E, sobretudo,
Teus sacrifícios.
.
Curvo-me diante de ti,
E escolheria –
Se assim Deus permitisse –
No meu último dia,
Morrer em teus braços,
Posto que morreria embalado
Pelo amor da minha vida.

Lembro de tudo:
Do adeus mudo
Do argumento surdo
Do pedido
“Fica…”
Porque sem ti
Não tenho para onde ir
E nem para onde voltar.
.
Até hoje
Nas noites mais escuras
Onde o travesseiro é clausura
Ouço teus passos
Sinto teu peso a meu lado
Invisível corpo –
Estupenda alma –
Que pesa a meu lado
Em meu colchão.
.
Pedi a Deus
Que me desse o amor –
Não um qualquer amor –
E Deus me levou
De encontro a ti.
.
Pedi a Deus
Que me desse sentido
E eu fui ouvido
No teu “eu te amo”
No teu “adeus”
Que me deixou sem mim.
.
Mas ainda há de chegar
A primavera
E as poesias do
“Quem me dera”
Se transformarão
Em preces de gratidão
Pelo adeus que em mim
Nunca foi
Nunca partiu.
.
E tudo isso
Será para nós alicerce –
Inequívoca prece –
Do que sempre fomos
E de tudo que ainda somos
No porvir.
.
De ti
Nunca me esqueci
E sei que em ti
Há um pedaço de mim.

Ah! Meu amor!
Que bosta!
Eu te amo não basta.
A língua se contorce,
Faltam palavras,
Sobram desejos,
Abraços,
Beijos…
Ah! Meu amor!
Puta que pariu!

Eu sei que não tenho todas as respostas. Tudo que posso prometer é que estarei a teu lado para sempre, independentemente das perguntas.

Queria ser salvo da vida,
Mas não pela morte –
Salvação inevitável –
Mas pela sorte de entender
Que é uma tremenda sorte
Estar vivo.
.
Como eu gostaria que Deus,
Descesse dos céus e me dissesse:
“Estás vivo; já não é o bastante?”
Mas Deus anda ocupado,
E eu tenho reclamado
Muito mais do que agradecido.
.
Vivo!
E no fundo eu sei que é bom estar vivo,
Mas que isso não me impeça
De morrer para certas coisas –
Ou de matar certas coisas –
Para me manter
Vivo!

Demorei uma vida inteira para entender que castelo não é um lugar, mas um sentimento.
Castelo é onde eu me sinto bem.
Castelo é abrigo, é refúgio, é colo, é convite, é café, é bolo de milho, carinho.
Castelo é onde o mal e os problemas continuam existindo, mas parecem menores diante da sua autoriade imponente e tenacidade resoluta.
Castelo é onde eu posso dormir de olhos fechados.
Castelo é onde eu posso falar sem ser julgado e posso ouvir para acolher.
Castelo é poder ser, viver e deixar viver.
Castelo é onde eu posso ser eu, e sendo eu, ser castelo na vida de quem eu amo.
Castelo é saber e sentir que há quem me ame.
Castelo é amar e ser amado.
Castelo é em comunhão com a vida e comigo mesmo, viver.

Ainda estou aqui
A te esperar
No nosso lugar
Na nossa casa
No nosso chão.
.
Não mudei nada de lugar
Ainda estou aqui
A te esperar
No mesmo ponto
Na mesma estação.
.
A saudade é calvário
Mas teu amor é corolário
Da minha existência
E sim, há paciência
Assim como há sofreguidão.
.
Segura na minha mão
Porque quero e preciso
Dos teus abraços e beijos
Do cheiro da tua nuca
Das batidas do teu coração.
.
Ainda estou aqui
A te esperar
Porque é teu este meu lugar
E chego a salivar
Com este amor que é tudo
(ponto de exclamação!)
