Avatar de Desconhecido

Breve

Breve

Urgente

A vida

A gente

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Perene

Faz de mim tua fundação,

Teu alicerce.

Constrói em mim teu abrigo,

Teu refúgio.

És parte de mim,

Assim como já sou parte de ti.

Também és minha fundação,

Meu alicerce,

Meu abrigo e refúgio.

E para que não restem dúvidas:

Eu só faço sentido

Quando moras em mim.

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Sem receios

Acredito no que sinto,

E o que sinto é meu guia.

Quando digo que te amo,

Não penso nas consequências,

Ou em qualquer burocracia.

Amo e pronto,

Sem demagogia,

Sem receios,

Pois teus seios

Nutrem todas minhas poesias.

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Amar – Carlos Drummond de Andrade

Que pode uma criatura senão,
Entre criaturas, amar?
Amar e esquecer, amar e malamar,
Amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
Sozinho, em rotação universal, senão
Rodar também, e amar?
Amar o que o mar traz à praia,
O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
O que é entrega ou adoração expectante,
E amar o inóspito, o áspero,
Um vaso sem flor, um chão de ferro,
E o peito inerte, e a rua vista em sonho,
E uma ave de rapina.

Este o nosso destino: Amor sem conta,
Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
Doação ilimitada a uma completa ingratidão,
E na concha vazia do amor à procura medrosa,
Paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
E na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

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A esperar

Olho para o mar

E no horizonte,

Vejo o ir e vir das embarcações.

Não vejo a que eu espero.

Não vejo a que sempre estive a esperar.

.

Olho para o mar novamente.

Desta vez com os olhos marejados.

A saudade escorre pelo meu rosto,

Pelo meu peito, até meus pés,

E me deixa de joelhos.

.

Seguro um punhado de areia

E o deixo escorrer por entre meus dedos.

Sou ampulheta viva

E a minha vida

Por mim está a passar.

.

Olho para o mar mais uma vez.

Quem sabe, talvez?

Entre motivos e porquês,

Há um coração que pulsa alto,

Esperando o amor aportar.

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Em nós

Lembro de tudo:

Do adeus mudo

Do argumento surdo

Do pedido

“Fica…”

Porque sem ti

Não tenho para onde ir

E nem para onde voltar.

.

Até hoje

Nas noites mais escuras

Onde o travesseiro é clausura

Ouço teus passos

Sinto teu peso a meu lado

Invisível corpo –

Estupenda alma –

Que pesa a meu lado

Em meu colchão.

.

Pedi a Deus

Que me desse o amor –

Não um qualquer amor –

E Deus me levou

De encontro a ti.

.

Pedi a Deus

Que me desse sentido

E eu fui ouvido

No teu “eu te amo”

No teu “adeus”

Que me deixou sem mim.

.

Mas ainda há de chegar

A primavera

E as poesias do

“Quem me dera”

Se transformarão

Em preces de gratidão

Pelo adeus que em mim

Nunca foi

Nunca partiu.

.

E tudo isso

Será para nós alicerce –

Inequívoca prece –

Do que sempre fomos

E de tudo que ainda somos

No porvir.

.

De ti

Nunca me esqueci

E sei que em ti

Há um pedaço de mim.

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Desespero

Ah! Meu amor!

Que bosta!

Eu te amo não basta.

A língua se contorce,

Faltam palavras,

Sobram desejos,

Abraços,

Beijos…

Ah! Meu amor!

Puta que pariu!

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Ponto de exclamação

Ainda estou aqui

A te esperar

No nosso lugar

Na nossa casa

No nosso chão.

.

Não mudei nada de lugar

Ainda estou aqui

A te esperar

No mesmo ponto

Na mesma estação.

.

A saudade é calvário

Mas teu amor é corolário

Da minha existência

E sim, há paciência

Assim como há sofreguidão.

.

Segura na minha mão

Porque quero e preciso

Dos teus abraços e beijos

Do cheiro da tua nuca

Das batidas do teu coração.

.

Ainda estou aqui

A te esperar

Porque é teu este meu lugar

E chego a salivar

Com este amor que é tudo

(ponto de exclamação!)

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Domingo de inverno

Domingo eu te quero

Domingo eu te tenho

Domingo eu te pego

Domingo não me contenho.

.

Domingo eu te rio

Domingo de ti rios

Domingo de Niterói

Domingo de nós.

.

Domingo

Sempre domingo.

Com mais idade,

Jogaremos bingo.

Mas por ora

No aqui e no agora –

Sem demora –

Existimos e resistimos

Em mais um delicioso domingo.

Niterói/RJ – Brasil

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Amar em paz

Impulsionado pela dor da minha alma

Meu coração brada impoluto por socorro.

Pede encontros,

Pede beijos,

Pede abraços,

E gracejos

Do amor da minha vida,

Daquela que é de mim parte indissolúvel.

.

Não serão a distância,

O vil metal,

Ou mesmo a ignorância

Capazes de aplacar o fogo

Que corre em minhas veias,

Que faz pulsar meu coração.

.

Não serão a covardia,

A detratação raivosa,

Ou mesmo a hipocrisia

Capazes de macular a chama,

Que queima a minha cama,

E que a chama até nos confins do mundo.

.

É amor, semi deuses e juízes!

Ouçam os sinos e sinais da vida!

É amor dos mais ridículos,

E se digo que amá-la é meu ofício,

É porque estou imbuído da autoridade de quem ama.

.

É amor e dele não desisto.

É amor que para o infinito conclama.

É amor de uma vida inteira.

É amor de quem verdadeiramente ama.