Relativo
Constrito
Infinito
Eterno
Tempo
O senhor de todos
Os momentos
Razão das lembranças
E dos esquecimentos
Acreditando ou não
Ainda há tempo
Pois que fique claro
Que aguardo ansioso –
Confesso! –
Não sou brisa leve
Sou retumbante vento.

Relativo
Constrito
Infinito
Eterno
Tempo
O senhor de todos
Os momentos
Razão das lembranças
E dos esquecimentos
Acreditando ou não
Ainda há tempo
Pois que fique claro
Que aguardo ansioso –
Confesso! –
Não sou brisa leve
Sou retumbante vento.

E eu vi ali
Naquele passarinho
Que parecia não ter ninho
O que eu queria ser
Voar alto
Enxergar longe
Bem além de onde o sol se esconde
Quando chega a hora de dormir
E assim, cresci
Voei de mim
E percebi que sou sem fim
Sou sempre recomeço
Essas pequenas coisas
Que não tem preço
Dentro do meu coração as aqueço
Sempre as levo comigo
Meu passarinho amigo
Mensageiro do infinito
És o universo ouvindo meu grito
O amor florescendo do meu avesso.

Lembro-me com saudades
De todos que dessa vida sumiram
Eu sempre os carrego
Dentro de mim
Não são fantasmas –
Estão vivos! –
E de dentro deste mundo
Chamado dentro de mim
Jamais partiram
Jamais se despediram
Jamais disseram adeus
Vez por outra me recolho
E mesmo que as lágrimas corram soltas
Eu os vejo vivos e sorrindo
Provando que a morte do corpo
Não é de fato o fim
E é por isso que eu quero
Viver também dentro dos mundos
Que existem dentro dos outros
Pois enquanto houver lembranças
Que sejam de mim
Eu estarei vivo
Dentro de vários mundos
Sim.

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