Um guitarrista que me inspirou um monte e depois desapareceu do mundo da música. Descobri o motivo recentemente: Esclerose Lateral Amiotrófica.
Ninguém merece ter essa doença. Ninguém. Mas sei lá… Saber da doença dele me deixou arrasado. Maiores detalhes aqui. Vale a pena conhecer a história dele, que até hoje continua trabalhando com música.
Infelizmente, não encontrei nenhum vídeo do Jason Becker tocando a músíca, mas um cover do Gus Drax que pode ajudar bastante. Definitivamente, dois virtuosos. O vídeo ajuda a mostrar a complexidade da execução da obra, já que a beleza da melodia é bastante óbvia aos ouvidos.
Salve, Jason Becker! Eu sinto falta de tudo que a vida não permitiu que você fizesse na guitarra. Certeza que seria um dos maiores de todos os tempos. Na verdade, já é. Sempre será. Que Deus te abençoe!
Transforma um vinho na geladeira em uma noite de amor sem fim,
Transforma uma escova de dentes deixada para trás em uma série no Netflix ainda por terminar,
Transforma o estar sentado em um antigo restaurante na materialização de presença física, feito quem espera o outro voltar do banheiro,
Transforma uma praia em uma sessão de fotos com voz, cheiro, gosto, toques, cabelos, sorrisos, gemidos, planos, anos, vidas, filhos, viagem, carro, unhas, aliança, aeroporto, rodoviária, almoço de domingo, café, mel, mamão, salada de frutas, ovos mexidos, pão.
A saudade não é o amor que fica.
É muitas vezes a vontade de não ter conhecido, de não ter vivido, de não amar como nunca se amou na vida, como ainda desesperadamente se ama.
A saudade é a tortura e a alucinação de quem ama e repousa em uma cama que não deixa dormir.
É o chamado incessante e silencioso de quem deixa o corpo e a alma em chamas.
O desejo incontrolável de torcer pelo sucesso do outro, independentemente da distância e das saudades.
O desapego, o fim da vaidade, o aplauso do ego.
Ser lembrança e guardar na lembrança com carinho todos os detalhes, todos os momentos, todos os cheiros, todos os gostos, todos os tudos que não cabem em nenhum vocabulário.
Abandonar a raiva, abraçar a despedida como amiga, chorar cada lágrima dorida com dignidade, tal como tributo ao próprio amor.
Agradecer a Deus pelos momentos, pelas oportunidades, pelo crescimento.
Amar é, acima de tudo, aceitar o infortúnio como dádiva.
E eu te amo. E te amarei por toda a eternidade.
Meu amor de ti independe e esta é a essência do próprio amor que veio em mim morar.