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Dia dos Namorados – 2025

Que seja verdadeiro:

O amor distante.

O amor presente.

O amor último.

O amor primeiro.

O amor em todas as partes.

O amor por inteiro.

O amor que existe e independente das circunstâncias.

O amor que vive e sobrevive em todas as instâncias.

O amor que é resiliente e paciente.

Que ora é silêncio, e ora é saliente.

Amor para todas os gostos e estações,

Sempre com o dulçor e o frescor da primavera.

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Folie à deux

Conta-me e eu te conto.

Distorça!

Manipule!

Incite!

Difame!

Distorço!

Manipulo!

Incito!

Difamo!

Conta-me e eu te conto.

Horas ao telefone,

Repetimos seu nome,

Nada foi em vão,

Roubamos seu coração,

Sua alma em nossas mãos,

E a crucificamos em praça pública.

Conta-me e eu te conto.

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Crescer

Por pura vaidade, não reconhece a perda.

Luta batalhas que não fazem mais sentido.

Chama a atenção para as suas causas irrelevantes –

Todas elas –

Irrelevantes para o mundo; o mundo que não é só dele.

Distorce, trama, difama, manipula,

Pois não tem a coragem de se olhar no espelho.

E ali, bem no meio da poça de sangue

Que se formou dos cortes que fez a si mesmo,

Prosta-se feito criança que espera a saída do escola.

Quer rever seu pai, sua mãe.

Quer que eles lhe digam que vai ficar tudo bem.

Quer se rever criança e poder ser criança.

Mas isso não é mais possível: a criança precisa morrer.

O bebê que ainda é precisa desfraldar.

Precisa sepultar partes suas em definitivo para ser.

Precisa viver o luto que é crescer.

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Vida regressiva

Tudo parece estar sob controle,

Até que não mais está.

Nos tique-taque da vida,

Contagens regressivas,

Inícios e fins,

Cicatrizes e feridas,

Coisas que passamos a ter,

Coisas que passamos a não ter mais.

O agora se transforma,

E dependendo da hora,

Não há mais o agora para voltar.

É viver, então, só de memórias,

Com infinitas lamúrias para recitar.

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Inocência

A culpa é dele, digo eu, juiz absoluto da verdade.

Não há possível falha minha, e se há, não posso suportá-la.

Aceitar a falha seria aceitar que não sou tudo que imagino ser, e um vazio absoluto tomaria conta de mim.

E assim sendo, precisaria me reconhecer para de fato me conhecer, para aceitar que sou protagonista da minha própria história, da minha própria vida.

Mas prefiro continuar encenando a peça onde o erro mora do lado de fora, onde eu sou injustiçado, sempre injustiçado, sempre vítima. Onde o diabo são os outros.

A minha fraqueza não se esconde de olhos mais atentos, e este é o meu maior medo: ser descoberto e me ver obrigado a confessar para mim mesmo que não sou inocente.

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You Raise Me Up – by Josh Groban

Não é uma música qualquer. É uma oração que me toca profundamente.

Deus é meu escudo, e por mais que eu me esqueça Dele de vez em quando, sei que Ele não se esquece de mim.

You Raise Me UP
(Josh Groban)

When I am down, and, oh, my soul, so weary
When troubles come, and my heart burdened be
Then, I am still and wait here in the silence
Until you come and sit awhile with me

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy seas
I am strong when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy seas
I am strong when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

You raise me up to more than I can be

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Extremos

Enquanto ele andava às margens do rio de lágrimas que a todos une, ela lhe ofereceu mais uma taça de vinho e lhe disse:

– Me deixa te ver chorar.

E ele, sem nada entender e sem nada conseguir disfarçar, perguntou:

– Por quê?

Também com lágrimas nos olhos, ela lhe respondeu:

– Eu quero ver um homem chorar por amor. Talvez isso me faça voltar a acreditar em amar.

E choraram juntos por motivos distintos. O excesso e a falta, nos extremos, se unindo.

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Neurose

A minha derrota não é a tua vitória.

A tua chantagem adia, mas não encerra.

És escravo do gozo angustiado e covarde,

Que envergonhado, a ti mesmo soterra.

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Individuação

E agora, mãe,

Devo sorrir ou chorar?

Joguei todos os meus sonhos fora!

A senhora há de me cuidar?

E quando a senhora for só memória,

De mim a senhora há de lembrar?

Pois vivi a tua história,

E a minha nunca pude nem começar.

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Aos domingos

Prometa estar comigo aos domingos.

Só aos domingos.

Todos os domingos.

Prometa que antes do primeiro raio de sol –

E muito depois do último! –

Tu estarás a meu lado

Corpo colado

Mão com mão.

Porque não há domingos sem ti

E hoje é só mais um domingo…

E domingos tem o cheiro das tuas coxas,

E este cheiro permeia, encanta e semeia

Nas minhas bochechas e no céu da tua boca,

De domingo a domingo.