E aí, você coloca a sua filha em um colégio católico, na esperança de que tudo dê certo. Boas influências e tudo de bom que a mesma escola fez por você no passado.
E aí, você chega em casa e vê sua filha com sua guitarra na mão tentando tocar uma música do Avenged Sevenfold.
As nuvens – Antes cinzentas – Assopram-me em direção ao sol.
Justo o sol, Que sempre lá esteve. Justo o sol, Que das nuvens independe.
Mas eis que voar por entre As nuvens densas e cinzentas, Fez-me valorizar ainda mais o sol, Que me aquece, Que me remexe, E minha pele aquece, E faz bater meu coração.
Queria eu ter entendido antes, Que as nuvens então cinzentas, Eram catalisadoras da minha ascenção.
(querendo eu ou não)
Pelas nuvens cinzentas eu ascendi, E o sol tudo em mim acendeu.
No mundo das escolhas, No palco das ilusões, No futuro que se altera Diante do sim e do não, A vida segue resoluta, Diante da amarga autossabotagem Que é não tomada de uma decisão.
Qualquer coisa É só culpar o destino E deixar tudo por isso mesmo: Café frio sobre a mesa Adoçado com lágrimas ácidas e salgadas Que brotam do coração.
Sair de cabeça erguida, Brindar a integridade, Degustar a verdade, Manter a sanidade, Ver as luzes da cidade E sentir orgulho do eu que já não mais sou.
Porque este eu, Este que não mais sou, Lutou como sabia, Tentou tudo que lhe cabia, E na sua derrota aparente, Surgiu vitorioso um dia.
Não venceu ninguém, Posto que com ninguém competia.
Não humilhou ninguém, Posto que assim se humilharia.
Foi só um alguém, Que verdadeiramente existia.
E hoje, mais forte, Mais valente, Mais amoroso, Olho para o eu que já não sou E agradeço a Deus de joelhos por já ter sido.
Porque tudo que eu era É hoje pedra fundamental Do que vivo, Do que sinto, Do que acredito, E de tudo mais que eu já sou, E de tudo mais que eu ainda serei.