Já tive medo de perdê-la
Até que me dei conta
Que cada dia sem perdê-la
Vale por toda uma vida
Já tive medo de perdê-la
Até que me dei conta
Que cada dia sem perdê-la
Vale por toda uma vida
Seja grato por ser único, insubstituível (sim, você não é descartável), cheio de defeitos e qualidades, na certeza de que quem te ama de verdade, ama você por inteiro.
Você não agradará a todos, mas quem disse que isso é necessário?
Apenas seja quem você é, aproveitando as oportunidades diárias que a vida oferece para o seu autoconhecimento e crescimento.
Se priorize! Invista em você! E seja grato por essa coisa incrível que é viver.
Segundos
Minutos
Horas
Dias
Semanas
Meses
Anos
O tempo passa indiferente
A senhora passeia com o cachorro
A mãe vai buscar o filho na escola
“Mais uma cerveja!”, grita o homem no bar
A neta da vizinha respirou pela última vez
Pedro perdeu o emprego e foi assaltado no mesmo dia
E até o final do ano, não há mais feriados nacionais para emendar
O que vai ser da gente?
Segundos
Minutos
Horas
Dias
Semanas
Meses
Anos
O tempo passa indiferente
(e é nítido que caçoa da gente)
Tenha para consigo o mesmo carinho e a mesma gentileza que destina aos outros.
Permita-se. Entenda-se. Perdoe-se quantas vezes forem necessárias.
Fique feliz por ser quem você é.
Entre erros e acertos, somos todos humanos,e só não erra neste mundo quem não ousa de fato viver.
As marcas indeléveis das suas ondas nos rochedos da minha alma mudaram por completo a minha percepção de mundo. Minha vida, que antes parecia plana e suave, hoje é escarpada e imprevisível.
Confesso que ainda travo intensas batalhas internas quando comparo o meu eu antigo com o novo. O antigo, antes de você, parecia mais seguro e previsível. Os dias eram repetições e mais repetições. Pareciam roteiros enlatados, e que (hoje) considero enfadonhos. O novo, o com você, me assusta. Sinto-me em uma espécie de montanha russa sem fim, que me leva de sorrisos esfuziantes até lágrimas de sangue. É tudo visceral. É tudo com um pé no chão enquanto o outro pé flerta com um precipício.
Já pensei em desistir de tudo, e ir de volta para o meu antigo mundo, onde você era apenas um desejo, um tesão, uma ideia, um momento, um instante. Só que já não sei mais voltar. Dentro de mim há esta certeza velada, que volta e meia nego e renego, de que esqueci o caminho de volta propositadamente, na certeza de que cada dia a seu lado desperta em mim sensações, emoções, explosões, amores e paixões que meu eu antigo jamais seria capaz de experimentar.
Tudo com você é diferente. Absolutamente tudo. Do rir ao chorar. Do ouvir ao falar. Do confessar ao desabafar. Do pedir ajuda ao ajudar. Do amar ao odiar. Da briga ao abraço que sela a paz. Da taça de vinho ao beijo na boca. Dos gostos aos cheiros. Da textura da pele até o último fio de cabelo. Das mãos dadas ao passear pelas ruas e avenidas aos orgasmos inundantes e estarrecedores. Do carinhoso beijo de boa noite ao sexo sem barreiras, pudores ou limites, que invade nossa cama diante dos primeiros raios de sol, quando quase todo mundo ainda está dormindo.
E agora, neste exato instante, na medida em que leio releio o que escrevi, me dou conta que este texto é uma espécie de despedida respeitosa de tudo que me preparou para sermos o que somos. O meu eu antigo tinha um propósito, e o responsabilizo diretamente por eu, meu eu de hoje, ter chegado até aqui. Ele se foi e não deixa saudades mas sim uma miríade de possibilidades. Ao seu lado, meu amor, sinto-me parte do infinito.
Vai que eu vou embora
E jogo nossos sonhos fora
Mesmo sem saber para onde ir?
Vai que eu tomo tento
E dou ouvidos ao vento
Que insiste em me fazer seguir?
Vai que acabam as maçãs
As noites e as manhãs
E eu me vou sem me despedir?
Vai que eu vou,
Vai que eu não fico?
Vale a pena arriscar,
Vale a pena deixar
A pressão chegar ao pico?

Repara nos meus olhos.
Não me denunciam?
O meu desejo que explode e inunda
Não faz de mim réu confesso?
Devo pedir perdão
Pelo que quero de novo?
…
A dureza dos meus dias
Só se aplaca em tuas entranhas,
E o gosto e o cheiro das tuas partes nuas
São a verve de todas as minhas fantasias.
…
Declaro-me orgulhosamente culpado
Por não ser na tua vida um santo:
Meu corpo pulsa e esguicha por ti
Verdades táteis e aromáticas
Todo santo dia.
Tenho medos infantis
Coragens imensas
Defeitos singulares
Qualidades intensas
Tudo faz de mim o que sou
…
Tenho uma sensibilidade aguçada
Percebo coisas mesmo sem querer
Não sou capaz de sorrir quando estou triste
Não sou capaz de fingir o que não sei ser
…
E assim, deste jeito ímpar
Disponho-me a ser seu par
Nos piores e nos melhores momentos
Em todas as dimensões do que é amar
…
Nas lágrimas e nas risadas
Nas faxinas e nos pratos por lavar
Nos boletos e nas mancadas
Nos olhos fechados do beijar
…
Por isso beija-me
Porque não estou de passagem
Cheguei para contigo seguir viagem
Rumo a todo e qualquer lugar
A multidão fazia o que sabia:
Acusava
Julgava
Apedrejava
Matava
E ria!
…
E depois ia embora
A moral e os bons costumes
Defendidos no meio da via
…
Crueldade
Maldade
Hipocrisia
Ficou o perfume
A cama por fazer
Um vinho avinagrado
A vida por acontecer
…
E o amanhecer
Antes terno e doce
Agora um coice
Amargo feito fel
…
Quem sabe um dia
Por pura ironia
A vida nos mostre
Como a vida deveria ser