O dia que eu mudei o meu diálogo interno de “olha o que essa pessoa faz comigo” para “olha o que eu deixo essa pessoa fazer comigo”, me tornei protagonista da minha própria história e passei a decidir o que/quem deve fazer parte da minha vida ou não.
Já tive mais cabelo, mas também já tive mais medos. A idade vem com seus prós e seus contras.
Somos ensinados desde cedo a pertencer, o que esconde muitas vezes as ginásticas e malabarismos que precisamos fazer para sermos aceitos, pois a aceitação dos outros é pré-requisito para o pertencimento.
A família, a igreja, a escola, o time, a visão política. Quantos sacrifícios feitos em nome do pertencer?
E se ao invés de pertencer, decidirmos apenas ser? Um ato de coragem, de bravura, que não vem sem dor ou mesmo sem despedidas. Entretanto, a vida me ensinou que quando somos, sabemos que tudo que nos resta é verdadeiramente nosso, e isso se chama liberdade, independência.
Sejamos, então, e se calhar de pertencermos, ótimo. Caso contrário, paciência. Bora viver!
O machista é, antes de mais nada, inseguro. Se diz defensor da moral e dos bons costumes, mas morre de medo de uma mulher que seja capaz de viver sem depender dele (e TODAS são).