E agora, mãe,
Devo sorrir ou chorar?
Joguei todos os meus sonhos fora!
A senhora há de me cuidar?
E quando a senhora for só memória,
De mim a senhora há de lembrar?
Pois vivi a tua história,
E a minha nunca pude nem começar.

E agora, mãe,
Devo sorrir ou chorar?
Joguei todos os meus sonhos fora!
A senhora há de me cuidar?
E quando a senhora for só memória,
De mim a senhora há de lembrar?
Pois vivi a tua história,
E a minha nunca pude nem começar.

Algumas coisas só podem dar certo se outras tantas coisas derem errado.

Toda ausência de convite para você ficar, é um convite para você partir.

Há coisas dolorosas que precisam ser feitas, e que nem por isso deixam de ser dolorosas. Pelo contrário. Talvez se tornem mais dolorosas por conta disso.
Mas a vida é sobre isso. É sobre fazer com lágrimas nos olhos, com o coração sangrando, ainda que ninguém entenda ou mesmo aprove os motivos.
E talvez seja nestes momentos, quando ninguém entende a sua dor, quando as suas mãos trêmulas são vistas como fraqueza, é que a vida esteja te oferecendo uma oportunidade única de crescimento.
Aceite-a. Só dói muito em quem sente muito. Só transborda em lágrimas quem tem sentimentos de sobra. Só sangra quem é feito de carne e osso. Então, que doa o que tiver que doer.

Já escrevi poesias só para lê-las em seguida e me lembrar que estou vivo.

Um dia, você vai se lembrar de como eu te chamava, de como eu dizia o teu nome, e vai perceber que sempre que eu te chamava, que sempre que eu dizia o teu nome, eu estava te chamando de volta pra casa.

No calçadão da praia, o sol me recebeu feito velho amigo.
Me deu um abraço forte, puxou uma cadeira e me pediu para sentar.
Perguntou da minha vida, dos meus sonhos, dos meus planos, e me ouviu sem pressa, sem me julgar.
Eventualmente, me olhou com profunda compaixão e empatia, e me incentivou onde eu parecia hesitar.
E antes de eu ir embora, me deu outro abraço, desta vez mais longo e forte, e disse que adoraria me ver com mais frequência, pois minha ausência era sentida por toda a gente.
Todos nós precisamos de sol. E que eu possa ser ao menos parecido com o sol na vida das pessoas. A tal da vitamina D é capaz de fazer milagres.


Te lembro nua em nossa cama,
Enquanto minha fala jocosa implicava:
“Estás com frio? Estás eriçada!”
A mordida em teus próprios lábios me respondeu sem palavras,
Que eras e querias ferro em brasa,
E que de frio em ti não havia ou cabia absolutamente nada.

Não te demores com pessoas e em lugares onde tudo em ti é visto como defeito.

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