Há um rio entre nós que não deságua e que inunda nossos rostos com lágrimas de sangue.

Há um rio entre nós que não deságua e que inunda nossos rostos com lágrimas de sangue.

Me mostra aquelas poesias
Que você escrevia
Quando o nosso amor
Escorria pelos seus dedos
…
Me fala do tempo
Em que éramos três:
Nós
Você e eu
…
Me fala das fotografias
Onde tudo que a gente queria
Era perpetuar
Todo e qualquer instante
…
E hoje, que tudo temos
Que tudo podemos
Me fala do nosso amor
Como se não fosse algo distante
na madrugada
a saudade é açoite –
insistente
insolente
inclemente –
que quase mata
e nunca morre

Aquele momento em que a saudade está batendo forte em meu peito, e um amigo manda uma música incrível que diz tudo que você gostaria de dizer…
Te amo, meu irmão! Para sempre! Tenho certeza de que você olha por mim aí de cima.
There is no reason to watch you go
It’s just a dream you’re dreaming on
Where is that sparkle into your eyes
I just want you to hear
My silent cry when I’m alone
A distant storm you hear so far
I need to feel you from above
I don’t know where I do belong
You’ll stay here forever
And watch over me and my life
You’re gonna stay here on my side
Cradling me from above
I’ll hold you in my dreams
I’ll cry to the sun and the rain
You’re gonna hold my hand that trembles
I lost my gamble with God
The sand of time won’t let you fade
Your memories of joys and laughs
If you believe that every prayer
Can turn a stone into life
You’ll stay here forever
And watch over me and my life
You’re gonna stay here on my side
Cradling me from above
I’ll hold you in my dreams
I’ll cry to the sun and the rain
You’re gonna hold my hand that trembles
I lost my gamble with God
I need you close more than you know
More than I can say
Please don’t forget the love we shared
You’ll stay here forever
I’ll hold you in my dreams
I’ll cry to the sun and the rain
You’re gonna hold my hand that trembles
I lost my gamble with God
There is no reason to watch you go
It’s just a dream you’re dreaming on
O cheiro da broa de milho
O café sem pressa
Os vizinhos sempre bem-vindos
Era assim quando eu era menino
E acreditava em coisas à beça
O café agora é espresso
Os vizinhos? Desconheço
A porta da rua sempre trancada
A broa de milho é da padaria
E a violência é a notícia do dia
Saudades da época em que eu achava
Que tinha tempo a perder
Do avô, da avó, dos tios, dos primos
Da sensação de não correr perigo
De ver no mundo um grande e acolhedor amigo
E nesse instante –
Agora! –
Enquanto meus pensamentos vão
Para um passado distante
O tempo parou de seguir adiante
E para mim voltou
É que eu ainda sou o menino
Que se inebria
Quando sente o cheio de erva-doce
E que queria que a vida fosse
Sempre uma tarde de domingo.

Hoje
Meu amor, minha vida
Calhou de me dar a vontade
De escrever uma despedida
Que depois de duas garrafas de vinho
Parece-me a única avenida
Ainda que seja um beco sem saída
Ou trilhos que levam-me ao nada
Há tempos não ouço de ti
Há tempos não toco tua pele
Há tempos não sei de nós
Há tempos…
E parece-me toda uma vida
Dada com os burros n’água
E nesse turbilhão de saudades
Nessas pequenas e diárias eternidades
Por uma última vez
Venho aqui dizer que te amo
E que te amarei para sempre
Todos os dias
Até mesmo nos dias
Em que eu não amar-te-ei:
Dias que não existem
Ad infinitum
Esta, pois, é a minha vontade
Mantém-se a minha doce santidade
Na presença que não se materializa
E que me estrangula de tanta saudade
Esvai-se a minha sanidade
No perfume que deixaste
Em tudo por aqui
E que todos os dias
Pelo vento confirmas e trazes
Amor meu
Onde estão os olhos teus?
Que tanto me iluminavam
Que tanto me diziam
A tua voz que me sorria
O que sem dizer, dizias…
Eu não sei
E de tanto não saber
De mim mesmo estou farto
Dei-te meu mundo
Cada e todo segundo
O que em mim há de mais fecundo
De mais profundo
Se foi…
E sequer sei para onde
Eu mesmo me fui:
Meu destino é ignorado
Não sinto-me sozinho –
Por certo –
Estás sempre por perto! –
E em meu peito
O coração sempre aberto
Clama por teu nome
Que não repetirei aqui
Em memória do que não foi vivido
Em nome do respeito e do zelo
Que sempre nutri e nutro por ti
Hoje
Meu amor, minha vida
É só um dia qualquer
Onde eu homem
E tu que eras
Para ser minha mulher
Não se encontram
E nesse eterno não encontrar
Hoje, morri de saudades
E ainda assim estou aqui
Absorto em minhas flexuosidades
Erguerei outras taças
Farei outros brindes
Conhecerei outras pessoas
Mas, hoje
Tudo que me cinge
Tem o teu nome
E é em memória de ti
Por si
Em dó
Por todas as notas
Que por nós são
Uma única melodia
E só
E a minha faina
É todos os dias –
Mentir
E fingir que nunca –
Profunda e absolutamente –
Eu te conheci
Mas de fato conheço-te…
E conheço-te
Porque vivo-te
E de ti nunca me esqueci.

Estive pensando
Em mim
Em você
Em nós
Nos nós
Na garganta –
Pigarro –
Difíceis
De engolir
Coisa pouca
Eu e você
Queijos e vinhos
Nenhuma roupa
Nenhuma pretensão
Mais nada
Mais ninguém
Eu estou bem
O dulçor
E o amargor
Da saudade
Me guarnecem
Me aquecem
Feito prece
O resto
É o resto
É o momento
No tempo
Em deixar
Por decidir.

Fui ali te buscar e
Sem pressa
Não adianta
Não volto.

Hoje, eu te abracei
Não, você não estava aqui
Mas o vento fez questão
De me banhar com teu perfume
Fechei os olhos e abracei
Os quatro cantos da minha memória
E lá estava você
Onde sempre esteve
Sorrindo para mim
Senti teu peito tocando o meu
O calor da tua pele
As borboletas no teu estômago
A saudade tornando-se presença
O coração batendo forte
Poesias declamando
Flores de toda sorte
E a vida cantando:
Você… Você… Você…
E mais do que nunca
Tive você presente
Na minha mente
No corpo
Na alma
Não, você não me completa
Mas me faz ter sentido
E nesse abraço
A lágrima seca eu engulo
O aperto na garganta eu disfarço
E entrego-me como da primeira vez
Como sempre foi
Como é
Em você eu me faço e refaço
Ah! E o vento…
Que do teu perfume abusou demais
Mostrou-me que nunca é tarde
E quem sabe nessa vida fugaz
Eu ainda tenha muito tempo
Todo tempo que me resta
Para te abraçar
E ficarmos de uma vez por toda em paz
Para não dizer adeus nunca mais
Nunca mais.

Minha amiga,
Você sabe quem você é, sabe quem eu sou, e sabe o quanto te amo e te respeito. Nutro por ti um amor fraternal e incondicional.
Sei que o momento é grave. Entendo perfeitamente as tuas preocupações, a tua decepção, enfim. Esteja certa, porém, que também sei o quanto te amo, e honrarei o teu nome seja como for. Você não merece NADA do que está passando.
O que Deus edifica, o diabo não derruba. Espero com meu coração entreaberto, mas com um coração que acima de tudo te ama. Eu vou lutar por nós!
Eu te amo!
