Há vazios que o vil metal não preenche
Em meio à facetas falsárias e perenes
Mas há também vida logo à frente
Que irrompe em corpos de almas urgentes.

Há vazios que o vil metal não preenche
Em meio à facetas falsárias e perenes
Mas há também vida logo à frente
Que irrompe em corpos de almas urgentes.

Até que ponto o teu padrão de consumo e a tua maneira de viver são realmente teus? Até que ponto tua roupa, teu carro, tuas palavras, teu olhar, tuas felicidades e tuas dores pertencem a ti? Até que ponto te reconheces quando olhas de cara limpa para um espelho?
És o que és ou és o que esperam que tu sejas? És ou estás? Quem és tu, afinal?
Pergunto porque também já não soube quem eu era, e foi um esforço tremendo achar-me em mim.
Já fui minha sombra revirada e retorcida por viver o que eu não era. Nenhuma penumbra. Nenhum atenuante. Puro breu.
Não houvesse espelhos, eu até hoje não saberia de mim. Não houvesse espelhos, até hoje eu acreditaria que eu era só ausência de luz. Sombra e nada mais.
Hoje, sou sol, mas só me tornei sol quando não me reconheci na minha sombra, e isso era algo que ninguém poderia fazer por mim.

Só comecei a receber no dia que parei de pedir, e isto é maravilhoso! 🥰🥰🥰

Entrego-me a teus carinhos de sempre,
Que hoje me tocam como nunca.
Deixa-me repousar em teu ventre,
Com teus dedos em minha nuca.
Livra-me do mal que me espreita,
Cuja dor parece que não caduca.
Rogo tão só a tua presença,
Para que eu não me afogue em alguma reles baiuca.

Psicóticos e esquizofrênicos jamais mentem,
Pois para eles seus delírios e alucinações são 100% verdadeiros.
Fora isso, quem “mente que nem sente”
Sabe muito bem que está mentindo.
E você aí sofrendo, se martirizando,
Por gente que não tem honra, caráter.
Gente que nem gente é.
Ninguém muda ninguém – entenda!
Por isso, aceite as pessoas como elas se mostram
E a dor irá embora com o tempo.
A verdade liberta,
A verdade cura,
A verdade é de Deus.
Diga não aos senhores das trevas!
Acima de tudo, são grandes ladrões do seu tempo
(que é finito).

Sexo não é intimidade.
Intimidade é quando almas nuas e cruas se tocam
Com os receios despidos
Com os medos difíceis de explicar ou definir
Com conversas difíceis de digerir
Com verdades dolorosas e necessárias
Sem maquiagem, sem máscaras, sem nada.
Seremos íntimos de pouquíssimas pessoas durante a vida.
Então, convém não confundir
Porque sexo há de sobra por aí.

Eu resolvi aceitar quem ou o que você é.

Houve um tempo
Em que as pessoas diziam
Exatamente o que iriam fazer.
Não havia opção.
Nas mentes e nos corações,
Uma mistura de honra, coragem e integridade,
Que eram então os alicerces do caráter.
Hoje, não mais.
Tudo é líquido,
Tudo muda da noite para o dia
E a única certeza é a mudança.
Palavras não valem mais de nada
E as atitudes são aleatórias.
A sociopatia coletiva não consegue distinguir
Lobos de ovelhas e nem ovelhas de lobos.
As narrativas se formam tendo como base
Os interesses e não mais a verdade.
Não há mais certo ou errado.
Há apenas o conveniente,
O raso, o rasteiro e o sem nexo.
Vivo neste mundo,
Mas não sou deste mudo,
E nunca irei me acostumar com isso.
Eu faço parte da resistência.

Do teu perfume e da tua maquiagem sutil,
Da cor e do corte do teu cabelo,
Da gargantilha e do pingente,
Da cor das tuas unhas,
Dos anéis e dos dedos,
Das leveza das tuas mãos,
Da pulseira e da bolsa,
Da tua roupa e do teu salto,
Da tua cadeira e do teu sentar,
Da água e do vinho,
Da tua mão segurando a taça,
Do nosso brinde e de seus motivos,
Dos assuntos e das conversas,
Das palavras e das entonações,
Dos segredos e das confissões,
Dos sorrisos e das risadas.
…
Muitas risadas… Todas as risadas…
…
Do prato principal e da sobremesa,
Da vontade de te ter sobre a mesa,
Da vontade de rolar no chão.
…
Do motorista do Uber e do curto trajeto,
Das mãos entre as tuas pernas,
Da calcinha que desapareceu,
Dos teus braços me segurando diante do desafio que eram as pedras portuguesas,
Do boa noite para os porteiros,
Da falta de limites no lobby,
Da ânsia inequívoca do elevador,
Da chave magnética que o paraíso abria,
Da tua nudez de corpo e alma,
Da pressa absurda pelo abrigo e para o perigo,
Das almas de joelho,
Dos corpos no espelho,
Das roupas pelo chão,
Do prazer, do desespero, do gozo e da sofreguidão,
Do caos e da falta de limites,
Dos lençóis inutilizados,
Da tua cabeça no meu peito,
Dos teus e dos meus suspiros,
Da sensação de que ali estava tudo e que era só seguirmos em frente…
…
Quando me perguntam se eu já fui feliz um dia,
É deste dia que me lembro
E corrijo quem me pergunta:
Desde este dia,
Eu sei o que é ser feliz
E a felicidade
É tudo que de ti me lembra.
