Nada escapa do meu abraço,
Que acolhe antes e pergunta depois.
Porque eu aprendi na vida
Que o abraço precisa ser casa,
Precisa ser lar, feijão com arroz.
Nada escapa do meu abraço,
Porque eu já precisei ser abraçado
E não fui.

Nada escapa do meu abraço,
Que acolhe antes e pergunta depois.
Porque eu aprendi na vida
Que o abraço precisa ser casa,
Precisa ser lar, feijão com arroz.
Nada escapa do meu abraço,
Porque eu já precisei ser abraçado
E não fui.

No calçadão da praia, o sol me recebeu feito velho amigo.
Me deu um abraço forte, puxou uma cadeira e me pediu para sentar.
Perguntou da minha vida, dos meus sonhos, dos meus planos, e me ouviu sem pressa, sem me julgar.
Eventualmente, me olhou com profunda compaixão e empatia, e me incentivou onde eu parecia hesitar.
E antes de eu ir embora, me deu outro abraço, desta vez mais longo e forte, e disse que adoraria me ver com mais frequência, pois minha ausência era sentida por toda a gente.
Todos nós precisamos de sol. E que eu possa ser ao menos parecido com o sol na vida das pessoas. A tal da vitamina D é capaz de fazer milagres.

Reconheço no que narras
Não só meus erros e defeitos
Mas braços abertos
Para voltar a ter a teu lado
Meus braços para abraçar
…
E hoje me senti muito amado
Me senti acolhido, abraçado
Arrependido e envergonhado
Redimido e perdoado
Presentes que ganhei de ti
…
Mas sei que palavras são só palavras
E que esperas que meus atos
Que o dia a dia, os fatos
Que o que sinta em meus abraços
Falem por mim e de mim
…
Obrigado!
Muito obrigado!
Obrigado por me tirar
Do buraco escuro onde eu estava
E por fazer eu me reencontrar em mim
…
Eu te amo.
Não foi o presente
Nem a comida
Nem a bebida
E nem o lugar:
Foi você e sempre foi você.
Meu coração, meu corpo, minha alma.
Meus desejos mais sinceros.
Tudo que fiz do errado ao certo.
Cada palavra
Cada gesto
Longe ou perto
Tudo como seu perfume em meu corpo
Que se renova a cada banho
Tal flor nascida e renascida
Em frente a minha janela
Todos os dias.
Algumas vezes choro escondido,
Mas não por tristeza
E sim por saudade.
E pelo menos esta saudade
Eu sei que levarei comigo
Até o fim do sempre.
Você foi a história mais bonita
Que eu já tentei escrever um dia.
E por mais que eu tenha tentado
Retratar-te em poesia
Sei que minhas palavras sequer chegaram perto
Do amor que já senti em teus braços
E da certeza que eu tinha
De que em nenhum outro abraço
Eu jamais sentiria.

A pessoa é capaz de ficar nua na sua frente, mas é incapaz de pedir um abraço e dizer que precisa de colo. Todos precisamos de abraços. Todos precisamos de colo. Nem sempre queremos ficar nus. Bora incrementar esse negócio e colocar um pouquinho mais de sensibilidade, de alma? Bora ser seres humanos?

A roupa nova
O carro importado
A viagem para a Europa
A próxima mansão pós moderna…
Ficou tudo para depois
Precisou um vírus
Parar o mundo
Para pararmos
Para ver
Que parados
Nada temos
E sequer
Conseguimos ser!
Só precisamos de um abraço
Um abraço…
Que nos devolva os laços
E o prazer de poder viver
Sem de quase nada precisar
E ao mesmo tempo –
De volta –
Nos ter.

Sonho muito
No intuito
De que algo fortuito
Faça-me estremecer
Sonho muito
E ainda assim
A realidade nua e crua
Faz-me ser
Sonho muito
Com o essencial
O carinho e o abraço
Que fazem tremer
Sonho muito
Porque parece injusto
Ter a alma vazia
Querer e não ter
Sonho muito
Sonho com o sonho
Com um mundo risonho
Feito sol ao alvorecer
Sonho muito
Porque sonhar
É viver
E quem não sonha
É só mais um vulto
Que já se deixou morrer.

Hoje, eu te abracei
Não, você não estava aqui
Mas o vento fez questão
De me banhar com teu perfume
Fechei os olhos e abracei
Os quatro cantos da minha memória
E lá estava você
Onde sempre esteve
Sorrindo para mim
Senti teu peito tocando o meu
O calor da tua pele
As borboletas no teu estômago
A saudade tornando-se presença
O coração batendo forte
Poesias declamando
Flores de toda sorte
E a vida cantando:
Você… Você… Você…
E mais do que nunca
Tive você presente
Na minha mente
No corpo
Na alma
Não, você não me completa
Mas me faz ter sentido
E nesse abraço
A lágrima seca eu engulo
O aperto na garganta eu disfarço
E entrego-me como da primeira vez
Como sempre foi
Como é
Em você eu me faço e refaço
Ah! E o vento…
Que do teu perfume abusou demais
Mostrou-me que nunca é tarde
E quem sabe nessa vida fugaz
Eu ainda tenha muito tempo
Todo tempo que me resta
Para te abraçar
E ficarmos de uma vez por toda em paz
Para não dizer adeus nunca mais
Nunca mais.

No calçadão da praia
Olhos nos olhos
Mãos e almas entrelaçadas
Excesso de tudo
Carência de nada
Completude de vida
Na acepção mais viva
Da viva palavra
Beijo sem igual
Abraço transcendental
Todo o resto virou pouco
E virou tudo
O que era pouco mais que o nada
A declaração de amor
A entrega irrestrita
Os sorrisos que declaram
Muito mais do que as bocas falam
E o mar a olhar
O júbilo que nos faz levitar
Nosso amor é a pimenta da terra
Que tempera na medida certa
Que faz rir
E faz chorar
Plenitude do ser
Do viver
Do querer estar.
