Áspera
À espera
A vida
Quem me dera
Ter-te aqui
Agora
Afinal
Seja como for
Sempre antes
Nunca depois.

Áspera
À espera
A vida
Quem me dera
Ter-te aqui
Agora
Afinal
Seja como for
Sempre antes
Nunca depois.

Máscaras…
Já não te valem mais nada
Caíram
Despedaçaram-se
Simplesmente sumiram
Vi teus olhos marejados
Na despedida
As gargalhas desmedidas
Abundantes fagulhas e centelhas de vida
O teu olhar de admiração
Que fez tua alma ficar despida
Teu corpo contraindo-se em turbilhão
Enquanto repousas em mim, exaurida
Foram-se todas as máscaras
Mas tu não podes
E nem queres ir mais:
De que adianta ires só de corpo
E tua alma ficar para trás?
E quanto as minhas máscaras
Como bem sabes
Nunca as tive:
Na presença ou na ausência
No sorriso ou no pranto
O amor por ti eternamente reside.

Vem!
Não hesita
Nem desista
Insista
Seja figurinista
Da sua própria vida
Vem!
E chega
Fica
Facilita
Não complica
Coloca tempero em sua vida
Vem!
Segura
Madura
Remova a armadura
Com brandura
Entregue-se para a vida
Vem!
O tempo é agora
Toda hora é hora
Depressa
Sem demora
Momento de viver a vida
Vem…
Porque o amor e a felicidade aqui
Abundam, transbordam, inundam:
São de borla.

…e a realização de nossos sonhos e desejos mais profundos também é!
Já imaginaram um paraquedista sem medo? Todo paraquedista sabe que, mesmo depois de realizados 10.000 saltos, a probabilidade de um acidente acontecer continua a mesma se as devidas precauções não forem tomadas. E é justamente o medo de morrer que faz com que o paraquedista continue sendo cuidadoso, talvez até mais cuidadoso do que no início, ainda que vá se tornando cada vez mais experiente.
E se assim não fosse? Dobraria o paraquedas de qualquer maneira ou pediria para terceiros dobrarem, não se preocuparia com as condições meteorológicas, e assim por diante. Chances de um acidente? Monumentais.
É importante, entretanto, deixar claro que há uma linha de corte entre o medo prudente, necessário, e o medo irracional, que paralisa e se torna uma “barreira intransponível”. O paraquedista, ainda que com medo, salta, e nesse sentido é o próprio medo que o mantém vivo. Caso fosse controlado pelo medo irracional, não poderia ser paraquedista, ainda que fosse este o seu maior sonho ou desejo. A “barreira intransponível” nos impede de pensar com clareza e racionalidade, e, acima de tudo, nos impede de trazer para a luz tudo aquilo que vislumbramos somente como vultos disformes que perambulam em nossas mentes, nos impedindo de progredir, seguir adiante.
Essa é um exemplo extremo, mas a nossa vida cotidiana é assim. Precisamos ter medo para tomar decisões conscientes, mas não podemos deixar o medo irracional tomar conta de nossas vidas ao ponto de nos paralisar ou nos fazer tomar decisões equivocadas.
Moral da história: o medo é nosso amigo. Difícil imaginar alguma situação sem risco (viver é um risco e sempre haverá riscos), e por isso mesmo precisamos do medo para seguir em frente da maneira mais segura consciente possível. E o mas importante de tudo: que não sejamos dominado pelo medo, e que façamos dele nosso aliado na conquista de nossos sonhos e desejos.

Uma pergunta… Só uma pergunta:

Não
Não foi acidente
Não foi desatino
Do destino
Foi aprendizado
Anseio
Ensino
Que virou ode
Canção
Hino
Juntos
Menina
E menino
Adultos
Escancaradamente
Ocultos
Sulcos
No coração
Na alma
Felicidade
Liberdade
Absoluto
Total
Brutal
Descomunal
Indulto
Não
Não foi acidente
Foi Deus sendo benevolente
Com os que sentiam fome de amar
E do amor eram indigentes.

E a gente vai…
Sóbrio ou ébrio
De pé ou de joelhos
Sorrindo ou chorando
Mas a gente vai…
Ir é necessário
Ainda que não seja por opção
Ir faz-se necessário
Em um universo de infinitas possibilidades
É um sinal de gratidão
Pelo que já foi
Pelo que é
Pelo que ainda está por vir.

Tem gente que acha que amor é doença, que felicidade é ilusão, que arriscar não é permitido, e que a idade e os compromissos são um impeditivo para viver. Tem gente que tem medo de não estar no controle, de flutuar, de borboletas no estômago, de sorrir sem motivo, de sonhar o até então impensável…
Eu? Eu não acho nada. Sei que a vida colocará em meu caminho o que for melhor para mim. Eu simplesmente acredito na minha capacidade de atrair o que é melhor e que nada acontece por acaso. Felizmente, eu já aprendi a viver a vida sem rodinhas. E quando a gente aprende, nunca esquece.

Já ouvi dizer que é a morte que nos iguala. Ricos e pobres, pretos e brancos, vamos todos morrer. TODOS. Não há exceção.
Sempre me incomodou essa visão pessimista. Será que só somos iguais no fim de tudo? O que nos iguala no hoje, no agora? E cheguei a uma conclusão muito simples. Tão simples que chega a ser assustadora. O que nos iguala é o amor.
O amor não repara nesses detalhes. Sim! Não repara! O amor não repara e é irreparável. Ele simplesmente não se importa. Ele chega, quer seja na forma de uma paixão arrebatadora ou como uma brisa leve, e decide ficar. Essa é uma das características mais marcantes do amor. Ele fica. Não faz perguntas, não precisa de uma explicação, e não pede autorização. Ele pode. Ele decide. Ele é decisivo. Ele é agente de mudança. Ele é a mudança.
Não importa o tempo. Não importa a distância. Não importa a idade. Não importa a fase ou o momento da vida. Quando ele chega, ele chega. Ele existe. Ele é. Negá-lo é negar-se. Fugir dele é fugir de si mesmo. Esforço inútil. O amor vence. Sempre. O amor é em sua essência um vencedor. Ele não busca a vitória. Ele é a vitória.
Então, permita igualar-se antes que a morte chegue. Não tenha medo. Jamais! Ame! Seja amado! Entregue-se! A vida se encarrega de acertar os detalhes. E assim, sorria diante de sua morte, sabendo que foi e viveu tudo que poderia viver em vida.

Sempre fui o maior propagandista da Heineken, até mesmo quando ela não era conhecida no Brasil. De alguma forma, a bendita holandesa tinha conquistado o meu coração, e como eu viajava muito mundo afora, tinha virado meu padrão de cerveja, que eu pedia sem surpresas em qualquer lugar que fosse.
Observação: Me arrependo muito de ter feito tanta propaganda. No início, por volta de 2010, meus amigos odiavam. Achavam amarga demais. Hoje em dia, todo mundo só quer saber de Heineken e o preço dela disparou no Brasil. A Heineken virou uma espécie de “cerveja ostentação”. Há gente, inclusive, que bebe Heineken sem gostar de Heineken. Vai entender…
E lá estávamos nós, eu e ela, bebendo Heineken em um Saint Patrick’s Day. Estávamos no Madero, que oferecia chopp da Heineken e da Amstel (que também é da Heineken). Sem a gente se dar conta, uma equipe da Heineken chegou até o Madero para distribuir brindes nesse dia, o que faz todo o sentido por conta da Heineken ser uma “cerveja verde” (as latas e garrafas são verdes).
Conversa vai, conversa vem (não faltava entusiasmo, assunto e nem vontade de estar ali), e percebi que havia uma fotógrafa batendo fotos de nós dois. Era uma fotógrafa da equipe da Heineken. Fui até ela para perguntar o motivo das fotos, e ela me disse que seriam usadas no site oficial da Heineken no Brasil para falar da campanha que eles estavam promovendo.
– Olha, infelizmente você não vai poder usar essas fotos…
– Mas por quê? – a fotógrafa me perguntou surpresa.
– É que trabalhamos na mesma empresa… Não é algo que queríamos deixar exatamente público…
– Nossa… Mas vocês estão tão animados e formam um casal tão bonito… Uma pena… – e começou a apagar imediatamente as fotos de sua câmera profissional. Estava visivelmente frustrada.
Não cheguei a ver as fotos. Eu mesmo fiquei triste com o pedido que precisei fazer. Não queria, mas nem sempre a vida é como a gente quer. Mesmo assim, saímos cheios de brindes da Heineken do Madero. Definitivamente, uma noite especial.
E por que estou contando tudo isso?
1) Para que conheçam o Saint Patrick’s Day – mais detalhes aqui.
2) Para dizer que a Heineken continua sendo a cerveja não artesanal que mora em meu coração.
3) E para contar que quando você está feliz, as pessoas percebem. A nossa aura muda de alguma forma. Ficamos iluminados por assim dizer. Contagiamos os outros. Viramos até modelos por conta disso. 🙂
Bebam com moderação e em casa (nada de festinhas e bares por conta da pandemia). E, sobretudo, sejam felizes! Transbordem felicidade! O mundo fica muito melhor assim.
Cheers!
