Beijar nunca me satisfaz
Quanto mais eu beijo
Mais eu quero beijar
Sim, é sem dúvida um vício
Posto que não sei como controlar
Beijo o beijo dos beijos
E a sua boca quero e preciso beijar.

Beijar nunca me satisfaz
Quanto mais eu beijo
Mais eu quero beijar
Sim, é sem dúvida um vício
Posto que não sei como controlar
Beijo o beijo dos beijos
E a sua boca quero e preciso beijar.

Amor é quando eu vejo
O sim e o não
Pulsando das minhas veias
E em reação
Diante de toda e qualquer presunção
Afogo-me nos teus seios.

Tirando a essência
De ser o que se é
O resto é puro badulaque
Por mim
Que fique
SEMPRE
Nua.

Não seja aquela pessoa que só serve de vez em quando
Seja aquela pessoa que faça o de vez em quando não ter tempo.

E pensar que eu só queria
Saber se você me lia
Pois em cada gota de tinta
Estava um pedaço de mim
E pensar que eu só queria
Nas noites tão vazias
Um beijo de boa noite
Um alento para a saudade que há em mim
E pensar que eu só queria
Contar o passar dos dias
Para aquecê-la em meus braços
Para tê-la em mim
E pensar que eu só queria
Que em minha cama vazia
Repousassem seus medos e sonhos
Para que você pudesse vivê-los em mim
E pensar que eu só queria
Ouvir e ser ouvido
Em prosa e poesia
Para fazê-la lembrar de mim
E pensar que eu só queria
O que ainda quero
Nosso amor, nosso marco zero
Laços sem fronteiras
Amor
Puro e retumbante
Amor desconcertante
Sem fim.

A gente não procura
Mas ainda assim acha
E quando acha
Quer escapar
Tenta escapar
Até que chega ao ponto
De fingir
Que quer escapar
E acaba por se entregar
Como se não houvesse amanhã
(sempre há!)
E reclama!
Se culpa!
Fala que foi só um tropeço
Que nunca mais se repetirá
Mas a imagem está clara
O cheiro
O gosto
A quentura
O desejo
Tudo leva de volta para lá
E finalmente percebe
Com o passar dos dias –
Quanta agonia! –
Aos trancos e barrancos
No riso e no pranto
Que não dá para largar de vez
O café
E quando não é o café
É o amor
Que sem licença chega
E diz que é.

Ainda procuro aquele brilho
Que emana de seus olhos
Desde o dia em que eu te conheci
Ainda procuro aquele perfume
Aquele sorriso provocante
Eternidades
Nossas vidas por alguns instantes
Ainda procuro o nosso gosto
Procuro o nosso cheiro
Procuro seus braços
Pelo ânimo para levantar
Pela fragilidade para dormir
Ainda procuro aquela sensação
Aquela total falta de limite
Frio na barriga
Excesso e falta de apetite
Aquela vontade de estar para sempre ali
Ainda procuro lembranças
Doces, suaves
Esperança!
De estar e ser sempre por perto
Peito aberto
Todo mundo em nossas mãos
Ainda procuro…
Dia e noite, eu juro
Ainda procuro
Ainda te amo.

A maior doçura do mel se sente com os ouvidos
Mel…
Mel…
Mel…
Mel aqui…
Mela aqui…
Doçura em favos
De carne e osso.

Não lembro
Não digo
Não divido
Não compartilho
Não planejo
Nada faço
Para que te sintas comigo
E ainda assim
Na ilusão de que tenho-te para sempre
Vivo essa vida doente
De ser tão independente
E de fato não estar bem sequer comigo
Não orbitas ao meu derredor
E sim, queres mais de nós
E eu sigo impassível
Querendo que seja inesquecível
O que faço de tudo para tornar perecível
A culpa não é tua, meu amor
Minha alma é muito sofrida
Minha vida muito dorida
E eu aquele sempre debochado sorriso de vida:
Eu não mais te amo.

Deixa eu te contar…
Fui embora querendo ficar
Queria voltar
Sei lá!
Cismei com essa coisa de te amar
Não largo mais o celular
Que grita
Apita
Crepita
Explicita
Esse vício que virou te amar
Mas não é só no celular…
É no corpo
No coração apertado
Nos olhos vidrados
No discurso emocionado
No tesão reprimido
Boca, pescoço
Nuca e ouvidos
Não se trata de castigo
É só essa mania de te amar
Amo
Já aceitei essa parte
Amo
Já aceitei essa parte!
Sendo coisa, vício ou mania
Se reafirma como poesia
Inspira
Desvela fantasias
No teu amor encontrei alforria
Mas no fundo ainda sou escravo
E ainda assim descarto qualquer agravo
Posto que não quero mais minha alma vazia.
