Casa acesa.
Sombras dançam na janela.
Não entro nelas.
O vento sabe meu nome,
mas ninguém o pronuncia.

Nem toda luz vem
das estrelas sobre o mar.
Às vezes basta
uma luz junto à água
para escolher ficar.

Domingo canta,
o sol brinca nas janelas,
risos na rua.
O dia abre os braços
e a vida dança leve.

Portas abertas,
o vento traz teu perfume,
tarde vazia.
No limiar da espera,
meu coração se inclina.

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