Acordei triste e agitado. Perguntei a Deus os motivos do meu sofrimento. Injustiça, desamor, brutalidade, maldade, abandono. Por quê? Por quê???
E em um lampejo de lucidez, a resposta veio clara na minha mente feito o sol do meio dia.
“Não dizes ser cristão? Não dizes ter fé em Deus e em Nossa Senhora? Dá teu testemunho. Mostra para quem quer que seja que um homem de Deus pode cair 100 vezes apenas para que vejam Deus reergue-lo outras 100.”
Pais são referência. São carinho, cuidado, afeto, atenção. Tudo movido por um dos sentimentos mais nobre que existem: o amor parental.
Pais transmitem valores. São guia e bússola em se tratando do que é certo e do que é errado. São acolhimento e refúgio, mas são também responsáveis pela transmissão de valores e limites através da educação.
No livro “Podres de Mimados”, do psiquiatra Theodore Darlymple, o assunto é abordado de maneira direta a inequívoca.
A obra “argumenta que o excesso de sentimentalismo e a busca por gratificação imediata, especialmente em relação às crianças, estão destruindo a capacidade de discernimento e de reflexão crítica.
…
O autor critica a tendência de culpar o sistema e a sociedade em vez de assumir a responsabilidade individual, a incapacidade de tolerar a frustração e a busca constante por soluções fáceis.
Dalrymple argumenta que a cultura moderna, especialmente com a influência da mídia e do mundo digital, contribui para essa infantilização e para a dificuldade em lidar com a realidade.”
Fonte: Google Gemini (AI da Google)
Tal percepção coincide com as minhas observações empíricas. Crianças, adolescentes e jovens, sobretudo da Geração Z, se acham “donos do mundo”, porque são infantilizados pelos seus pais, que acreditam cada vez mais que o amor entre pais e filhos é algo transacional. Ou seja, pais e filhos fazem trocas entre si para manter o equilíbrio e uma boa convivência familiar.
Eu me lembro bem de como eram as refeições na minha casa quando eu era criança. Eu comia o que estava na mesa e pronto. Hoje em dia, vemos crianças, adolescentes e jovens agindo de maneira tirânica com o incentivo, consciente ou inconsciente, de seus próprios pais. “Não quer comer isso? Compra o que você quiser na rua.”
E o “afeto transacional” se estende até o infinito. Pais e mães se desdobram para “comprar” o “amor” de seus filhos, quer seja fazendo todas as suas vontades (seja lá quais forem) ou mesmo através do compra direta material. “Toma esse iPhone aqui, meu filho… A gente te ama.”
Por onde andam as frustrações as quais fui submetido?
“Você é muito novo para isso.”
“É o que tem para comer.”
“Isso é assunto entre seu pai e sua mãe.”
“Já te expliquei. É assim e ponto final.”
“Não vai e pronto.”
Nem de longe apoio o uso de violência física (acho abominável), mas pais não serem capazes de dizer não para os filhos ou impor a sua autoridade quando necessário? Como assim? Afinal de contas, quem são os pais e quem são os filhos?
Obviamente, sou favorável a um diálogo amplo entre pais e filhos, mas é preciso que a autoridade dos pais seja o fiel da balança, sob pena de termos (como já temos), toda uma geração que é incapaz de ouvir um não como resposta, o que a faz incapaz de lidar com qualquer tipo de frustração. E pior: é uma geração que se acha no direito de chantagear os pais quando as suas necessidades não são atendidas, o que nos leva de volta ao conceito de “amor transacional”.
Nem de longe escrevo este texto como um teórico ou especialista no assunto, mas escrevo com a autoridade de quem é pai. E escrevo porque quero alertar outros pais sobre a questão, na certeza de que bater de cinto não resolve, mas ser omisso e condescendente também não.
Precisamos criar adultos saudáveis e aptos para os desafios da vida. Precisamos permitir que nossos filhos lidem com as consequências de seus atos e omissões, escolhas e decisões. Precisamos permitir que nossos filhos se frustrem e se acostumem a lidar com isso, sob pena de criarmos adultos inaptos para viver em sociedade e estabelecer relacionamentos saudáveis.
Talvez se a gente bater aquela fotografia E ela virar poesia de alguma forma Algum dia Vai que você a posta no Instagram? Para que vejam a sua mãe e sua irmã Para que saibam de mim Ainda que não me aceitem Mas para que saibam que eu existo.
Talvez se eu lhe oferecer mais um trago Um aceno, um abano Um aperto, um agrado Talvez… Talvez… E talvez você me entenda: É tudo pessoal Vivo e sentimental Lógico e irracional Coração na ponta dos dedos No tato, no toque, na escrita Em tudo E meus pés nunca tocam o chão.
Talvez, meu amor O maior de todos Você, meu amor Quem sabe assim eu caiba De alguma maneira Nas músicas do Ed Sheeran Que eu queria ter escrito Vivido com você.
E talvez (com certeza) Se restassem apenas 10 centavos E eu tivesse que apostar na Mega Sena Eu viveria em uma Teimosinha com você.
Você não é os meus talvezes É todos os meus porquês Meu fundo de panela Alho, cebola e pimenta do reino Meu cravo e minha canela Meu hoje, meu ontem Meu sempre
Talvez não! Nunca talvez Todos os dias Você sempre.
Esta música da Beth Hart diz tudo que eu quero e preciso dizer. Eu sou muito grato por tudo que me aconteceu e pelo que me tornei. Muito obrigado, meu bom Deus! ❤❤❤
I see blue birds of paradise I see sunset to sunrise I watch comets in the sky I see magic flying by I feel my father holding me I feel my spirit learn to breathe I look into my mother’s eyes I know this must be paradise
And I say, oh my, oh my This is paradise I say, oh my, oh my
Thank you for the sunshine Thank you for the light Thank you for the moonshine Thank you for the night Thank you for the big climb Thank you for the fall Thank you for my life Thank you for it all
I run through fields of majesty I run in and out of reality I run back to my enemy I run deep down inside of me I hear whispering in the trees I hear their towering melodies They share their ancient memories They sing we’re all family
And I sing, oh my, oh my This is paradise I sing, oh my, oh my
Thank you for the sunshine Thank you for the light Thank you for the moonshine Thank you for the night Thank you for the big climb Thank you for the fall Thank you for my life Thank you for it all
It’s a beautiful life in the little things So I stand in the light and I see everything My, my, oh, my
Thank you for the sunshine Thank you for the light Thank you for the moonshine Thank you for the night Thank you for the big climb Thank you for the fall Thank you for my life
Thank you for the laughter Thank you for the chance Thank you for the madness Thank you for the dance Thank you for forgiveness And not softening the fall Thank you for my love Thank you for it all Thank you for my life I’m thankful for it all All, all Thankful for it all