Sinto-lhe informar:
Amores morrem
Nas mãos dos covardes
Porque é preciso coragem
Para viver o que é amar.

Sinto-lhe informar:
Amores morrem
Nas mãos dos covardes
Porque é preciso coragem
Para viver o que é amar.

Para ela, ele era só mais uma história
Para ele, ela era o livro
Que foi parar em uma biblioteca
Para que não fosse nunca esquecido.

P.S.: Não tenho dúvidas do que outros, muito mais sábios do que eu, já disseram tudo isso antes de mim. Entretanto, achei importante compartilhar.
Não te amo por amar-te
Amo-te porque me fazes bem
Fosse de outra forma
Serias apenas mais uma
Na multidão de mais umas
Que não se cansam de serem mais umas
Mas de maneira alguma
Sinto que sou de alguém
Eis que tenho certeza, meu bem
De que a solidão
Por ora
Até que me cai bem.

Não seja aquela pessoa que só serve de vez em quando
Seja aquela pessoa que faça o de vez em quando não ter tempo.

Guarde bem, meu amor
Essa coisa toda
Esse emaranhado de razões
Essa miríade de questões
Sentimentos
Momentos
Guarde tudo isso muito bem
E não digo isso por mim
É que vejo além
No meio das trevas
Acendo luzes
Brilhos nos olhos também
Sei o que quero
Onde quero
E o quanto eu quero
A vida me ensinou a reluzir
A ser porto seguro e farol
De somente um alguém
E se parecer tudo perdido
Lembre-se do meu peito amigo
Que sempre serviu de abrigo
Sem mordaças
Sem poréns
E que no meio dessa coisa toda
Desabroche uma ciranda leve e solta
Cheia de sorrisos destemidos
Contagiantes
Abraços esfuziantes
Êxtases alucinates
Lascívia torturante
Escaldante
Saudade lascinante
Em frente!
Doravante!
Posto que no calar das perguntas
É que jorram e escorrem
As mais do que óbvias
Respostas.

Não te assustes, meu bem
Se um dia, ao acordares
Vires o meu lado em nossa cama
Frio e vazio
Fui-me
Precisei ir
Sem aviso formal
É fato
Mas vou-me por não me sentir útil
Vi minha vida por teu amor
Por nosso amor
Por nossos planos
Muitos, muitos anos
Ser rasgada a seco
Deixada ao vento
E com fome e frio
Perdida no tempo
Tudo feito e desfeito
Esforço impróprio
Vida pueril
Vida inútil
Mas declaro
Que fique claro
Que não sou algoz
E muito menos vítima
Mas eu sou fogo
Sou brasa
O combustível
O comburente
Sou a flecha
E o arqueiro
E não cigarro
Ou mero trago
Ou mesmo cinzas de qualquer cinzeiro
Aproveito a oportunidade
Para oferecer-te minhas sinceras desculpas
Não sei exatamente onde errei
Se foi por dar-me como me dei
Ou se foi por sonhar como sonhei
Fato é que agora sei
Que eram meus
E tão somente meus
Os nossos sonhos
E neles nos amávamos
E eu amava
Eu sempre amei
E na solidão agora desacompanhada
De minhas horas
Teu nome em minha memória
Saudade que condena e sufoca
Nevoeiro de lágrimas
Que derramam-se em um livro
De uma só página
Um resumo do nosso amor
“Acabou”
Era só fumaça
Mais nada.

E pensar que eu só queria
Saber se você me lia
Pois em cada gota de tinta
Estava um pedaço de mim
E pensar que eu só queria
Nas noites tão vazias
Um beijo de boa noite
Um alento para a saudade que há em mim
E pensar que eu só queria
Contar o passar dos dias
Para aquecê-la em meus braços
Para tê-la em mim
E pensar que eu só queria
Que em minha cama vazia
Repousassem seus medos e sonhos
Para que você pudesse vivê-los em mim
E pensar que eu só queria
Ouvir e ser ouvido
Em prosa e poesia
Para fazê-la lembrar de mim
E pensar que eu só queria
O que ainda quero
Nosso amor, nosso marco zero
Laços sem fronteiras
Amor
Puro e retumbante
Amor desconcertante
Sem fim.

A gente não procura
Mas ainda assim acha
E quando acha
Quer escapar
Tenta escapar
Até que chega ao ponto
De fingir
Que quer escapar
E acaba por se entregar
Como se não houvesse amanhã
(sempre há!)
E reclama!
Se culpa!
Fala que foi só um tropeço
Que nunca mais se repetirá
Mas a imagem está clara
O cheiro
O gosto
A quentura
O desejo
Tudo leva de volta para lá
E finalmente percebe
Com o passar dos dias –
Quanta agonia! –
Aos trancos e barrancos
No riso e no pranto
Que não dá para largar de vez
O café
E quando não é o café
É o amor
Que sem licença chega
E diz que é.

Ainda procuro aquele brilho
Que emana de seus olhos
Desde o dia em que eu te conheci
Ainda procuro aquele perfume
Aquele sorriso provocante
Eternidades
Nossas vidas por alguns instantes
Ainda procuro o nosso gosto
Procuro o nosso cheiro
Procuro seus braços
Pelo ânimo para levantar
Pela fragilidade para dormir
Ainda procuro aquela sensação
Aquela total falta de limite
Frio na barriga
Excesso e falta de apetite
Aquela vontade de estar para sempre ali
Ainda procuro lembranças
Doces, suaves
Esperança!
De estar e ser sempre por perto
Peito aberto
Todo mundo em nossas mãos
Ainda procuro…
Dia e noite, eu juro
Ainda procuro
Ainda te amo.
