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Brasil, em um futuro não muito distante

– Está aberta a sessão do STF. Vamos acelerar porque o Ministro Beira Rio, relator do processo, ainda está em regime semi-aberto.
– Presidente Mar de Cola, demais Ministros, são muitos volumes e o conteúdo é chato. Quem pagou mais pela súmula?
– Foi o PSDBelho, Ministro Beira Rio.
– Obrigado pela informação, Ministro Chapinha. Suas intervenções são sempre cirúrgicas.
– Eu gostaria de lembra-lo, Ministro Beira Rio, que o PTelho se mostrou disposto a cobrir qualquer oferta.
– Estamos cientes disso, Ministra Maria do Broxário. Parece que o PSOLolto vai entrar com embargos de qualquer maneira. A venerável Ministra sabe o que preço sobe, não?
– Eu falo em nome do PSOLolto e de todos que estão por detrás de mim!
– Ministro Jeanus… Não é preciso cuspir para falar! O senhor tem alguma oferta para fazer com relação a essa situação?
– Não falo nada enquanto não me mudarem de lugar! Até hoje não entendi o porquê de eu ter que me sentar ao lado do Ministro Bolseiro!
– Questão de ordem, Senhor Presidente… Está no regimento interno que órgão excretor não reproduz!
– Ministro Bolseiro, dadas as devidas vênias, o senhor pare de rir de minha pessoa! Eu estou aqui trabalhando! O meu salário aqui é igual ao de um professor universitário. Eu não precisaria estar aqui por dinheiro.
– Ordem! Ordem! Como vota o Ministro Edir Placebo?
– O voto não é meu! O voto é de Deus! É preciso agrada-lo para que o voto saia de acordo com seus interesses. A pergunta permanece… Quem vai pagar mais?
– Companheiros Ministros, eu nem ia me manifestar, mas o companheiro Ministro Lucrécio Neves acabou de cheirar parte das cinzas da D. Laísa…
– Mas o que que é isso? O que que é isso?
– É gópi! É gópi! É gópi!
– Acalme-se, Ministra Cabrita!
– A Ministra Cabrita não merece ser estuprada!
– Ministro Tomás Turbando, como o senhor vota?
– Calma, senhor presidente… Estou quase chegando lá… Eike delícia!
– Dado o adiantar da hora, sugiro que a sessão seja suspensa. Voltamos em 4 anos?
– Ou se dobrarem a oferta e acabarem com o RDD!
– Perfeito, Ministro Beira Rio. Será servido um coquetel com todos os tipos de drogas no salão ao lado. Lembre-se que as prostitutas devem ser pagas com o auxílio moradia. Os de pijama são os militares. Não precisam se incomodar com eles. Estão aqui para garantir a nossa segurança. Declaro encerrada a sessão.

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Partituramente

Durante um ano inteiro

Executamos a nossa música

 

Lembra?

 

Mais ou menos assim:

Eu te amo

Água na boca

Delícia

Saudades

Gemidos

Voz rouca

Cheiro, calor, sabor, comichão, sufoco

Só para economizar reticências!

 

Transcrita

Minha partitura

Minha mais essencial

E atemporal

Essência

 

Ao longe

A melodia

O ritmo

A harmonia

O clássico

O meio sem jeito

Mas acima de tudo

Pretérito

Presente

Futuro

Muito mais do que perfeito.

corpo

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Semeando…

E de repente

Sem querer se sente

Que só há espaço na mente

Para qualquer dia quente

Onde haja somente

Você e eu

 

E que isso não fique para semente

Mesmo nesse mundo discrente

O amor não está ausente!

Há felicidade dormente

Futuro, passado, presente

Você e eu.

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Ferrari

Não se ensina alguém a dirigir em uma Ferrari. De forma análoga, o universo só nos apresenta algo novo e melhor quando estamos preparados para isso. Portanto, é fato que durante nossas vidas, sobretudo na medida em que alcançamos um nível de consciência mais elevado, só conheceremos sensações e sentimentos mais profundos e sublimes depois de gradativas e contínuas experiências, que podem durar dias ou anos. Vai depender do aluno. Vai depender da experiência.

Não há, entretanto, como se falar que o passado não prestou ou não nos serviu. Somos o produto de nossas história, de erros e acertos, que nos levaram a ser o que somos hoje. E se hoje estamos em um nível de consciência mais elevado, é natural que experiências mais adequadas e propícias apareçam.

Dirigir uma Ferrari pode dar medo. É natural. Há muito o que se aprender antes de se ter domínio sobre esta maravilha. Entretanto, como seria se não tivessemos medo? Como seria se nos achassemos completamente aptos a guiar a Ferrari da mesma forma que guiamos um Gol 1000? Sem dúvida alguma, seria o fim da linha. Nos acabaríamos na primeira curva, sendo o carro bom ou não. Estragaríamos uma oportunidade única por não estarmos preparados para ela.

E nessa analogia tosca, por pura falta de alguma idéia melhor, é chave entendermos que o passado, ou seja, nossas experiência anteriores, bem como o medo, tem papel fundamental em nossas vidas. Sem eles, seríamos loucos suicidas. Simples assim.

Que fique claro, entretanto, que nem o nosso passado e nem nosso medo devem ser vistos como limitadores do que podemos e queremos ser. Ter a oportunidade e não aproveita-la é como dizer não para o universo de infinitas possibilidades que se apresenta que se apresenta quando estamos prontos. É como reconhecer que há de fato algo melhor e maior reservado, mas que será sumariamente ignorado, quer seja por capricho, por costume, ou por qualquer outro motivo menos nobre.

Quando a Ferrari aparecer na sua vida, encare-a, sinta-a. Abandone sua zona de conforto. Ela limita por completo a sua capacidade de ser feliz. Não desperdice suas chances.

Se beber, não dirija.

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Na flor da idade

Estão cortando uma árvore em frente a minha casa

Planejamento urbano? Futuro?

Frondosa, com profundas raízes

Indefesa diante do “progresso”

 

Não é bem isso que fazemos com nossos idosos

Quando eles se tornam um empecilho?

Fonte inesgotável de sabedoria

Os afastamos de nossas vidas

 

Dói menos assim, não é mesmo?

Aos poucos, nosso coração se esquece

De quem nos deu sombra, de quem nos fez mingau

De quem nos cuidou e protegeu com sua própria vida

 

Eu sou essa árvore

Eu sou esses idosos

E se algum dia eu for parar em um asilo

(Sente-se melhor se eu chamar de Casa de Repouso?)

Vou ficar tranquilo

Doente ou sadio

Lúcido ou não

Estarei a poucos passos de encontrar a Deus

 

E é por isso que eu sempre digo:

Nasci de cabeça para baixo

Minhas raízes não estão na terra

Estão e crescem em direção ao céu.

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Incrustrado na memória

E eu escrevo

Escrevo

Escrevo

Escrevo

Escrevo

Não paro

 

De fato, não consigo

Não é que eu queira

O poema é meu amigo

Serve-me como alívio e castigo

 

É que dentro de mim cresce tanto

No riso e no pranto

Na alegria e no desencanto

Que eu simplesmente preciso

Para continuar vivo

De alguém ou algo que me escute

Que simplesmente me escute

Sem entender ou perguntar os motivos

 

É tudo, é muito

Está nos cheiros

Nos gostos

Nas coisas mais comuns

Nas mais complexas

Quem dera os motivos fossem

Apenas alguns

Mas são infinitos

Aflitos

Desde os mais vulgares

Aos mais eruditos

 

Não se trata só do que aconteceu

É o agora e o futuro

É o que não vivemos

O que não temos

O que fingimos que não temos

É o que sonhamos

É o que queremos

 

Lembro-me não só do que fizemos

Mas do que não fizemos também

E as lembranças que não ocorreram –

Que existem, porém –

São o cerne dos nossos assuntos

É que mesmo quando estamos distantes

De fato estamos estamos

Sempre

Realmente juntos

 

Será possível escrever nossa história

Em 211 poemas ou 711 prosas?

Não foram só doces momentos

Há todo tipo de sentimento

E sinto-te aqui, agora

É assim todo o tempo, ora!

E em nossas risadas

Para lá de animadas

Sequer diferencio

O futuro de outrora!

 

Não há folhas suficientes para isso

Não é possível tudo isso escrever

Ainda estou na superfície

De tudo que fomos, somos e podemos ser

 

Não vou nem tentar, então

Que seja um livro aberto

Páginas desordenadas

Rabiscadas

E em branco

Que não saem da memória

 

Idéias soltas

Idéia fixa

Feitiço

Duelo

Outono

Silêncio

Ato

Intensidade

Realidade nossa

Fica comigo

Tua

Confissão

Brinde

 

Sim… Tudo isso tem nexo

E nós sabemos disso.

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Presentologia

Não tenho medo do futuro

Tenho medo das sementes

Do presente

O futuro será tão coerente

Quanto elas.

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A bunda

Se ansiedade é excesso de futuro

Fico feliz

É sinal de que o futuro em minha vida

Abunda.

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Pedido ao vento

Teria, vento, como levar

Até ela

As palavras que sussurro?

Faça com que ela

Se arrepie

Sinta calafrios

E que se incomode com

Os murmúrios

Da minha presença

Desenhada em

Seu corpo, sua alma

Em nosso presente

Passado

E futuro.

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