Por que eu deveria me envergonhar de minhas lágrimas, se todas elas foram de verdade?
Tudo que você viu foram confissões escorrendo pelo meu rosto. Tudo que você viu existia em mim. Tudo que você viu sou eu.
Se você me viu chorando algum dia, é porque eu já confiei muito em você. E nesse dia, você não viu a minha fraqueza, mas a força e o tamanho de tudo que me habita. E se você achou isso estranho, a grande verdade é que você nunca vai me compreender: eu não caibo em você.
Será que eu não entendi direito
As faíscas em nossos olhos
As mãos dadas
Os nossos suspiros
As nossas conversas e delírios
Os nossos beijos e abraços
O nosso gozo vitorioso
As batidas de um só coração –
Apenas um só coração –
Que pulsava por nós dois?
Será que eu não entendi direito
Tudo que não precisava de explicação?
Era amor ou não?
Se não era amor
O que era?
Era, era amor!
Era amor
E sinto a dor
Da morte
Do que era
Era amor
E hoje é flor
No jazigo
Que nos desterra.
Há uma mensagem poderosa por detrás da forma como as pessoas lhe tratam. Quem ama ou nutre algum tipo de sentimento positivo por você lhe respeita, não mente, não é inconsequente em seus atos e não lhe machuca intencionalmente. Toda pessoa que se coloca em uma situação em que possa lhe perder não merece a sua confiança, a sua presença e muito menos a sua atenção. Quando perceber esse tipo de padrão de comportamento em alguém, aceite como uma libertação de Deus e afaste-se.
Para uns
Beijos da vida
Para outros
Abraços da morte
A semeadura
Nunca abandona
Ou se esquece
De ninguém
E no tempo certo
Todo jardineiro
Que teve tempo
Mais do que suficiente
Para debulhar
Suas sementes
Receberá a sua paga
E vai chama-la de destino
Sem entender seus porquês
E menos ainda os seus poréns.
A verdade é um remédio difícil de engolir, mas é um remédio necessário.
Parecia-me óbvio que a verdade seria capaz de alterar o meu futuro, mas acabei me dando conta de que a verdade também é capaz de alterar o meu passado. Minhas lembranças e minhas recordações mudaram na medida em que a verdade me visitou. Detalhe: ela veio de mala e cuia.
Revi cenas. Revivi momentos. E fui do amor ao ódio, e depois do ódio ao nada. Absolutamente nada. Nada. Nenhum receio ou porém.
Mas ainda assim, tudo que vivi permanece bom e útil de alguma forma. Aquele perfume continua sendo bom. O tesão, a paixão e a putaria também. Idem para os assuntos, os papos, as ideias, os planos, as comidas, as bebidas, as músicas e os dias. Viver o presente sem nada por entender, resolver ou esquecer é uma desintoxicante profilaxia.
A vida é boa. Vida que segue e está tudo bem. Que eu encontre por aí muitas outras doses desse remédio. Já não temo mais nada. Absolutamente nada. Nada. Nenhum receio ou porém.