Essa música é um soco na cara. Há mais para se fazer na vida do que reclamar do que poderia ter sido.
Sigamos em frente! Letra no vídeo.
P.S.: A banda é SENSACIONAL!
Essa música é um soco na cara. Há mais para se fazer na vida do que reclamar do que poderia ter sido.
Sigamos em frente! Letra no vídeo.
P.S.: A banda é SENSACIONAL!
Pais são referência. São carinho, cuidado, afeto, atenção. Tudo movido por um dos sentimentos mais nobre que existem: o amor parental.
Pais transmitem valores. São guia e bússola em se tratando do que é certo e do que é errado. São acolhimento e refúgio, mas são também responsáveis pela transmissão de valores e limites através da educação.
No livro “Podres de Mimados”, do psiquiatra Theodore Darlymple, o assunto é abordado de maneira direta a inequívoca.
A obra “argumenta que o excesso de sentimentalismo e a busca por gratificação imediata, especialmente em relação às crianças, estão destruindo a capacidade de discernimento e de reflexão crítica.
…
O autor critica a tendência de culpar o sistema e a sociedade em vez de assumir a responsabilidade individual, a incapacidade de tolerar a frustração e a busca constante por soluções fáceis.
Dalrymple argumenta que a cultura moderna, especialmente com a influência da mídia e do mundo digital, contribui para essa infantilização e para a dificuldade em lidar com a realidade.”
Fonte: Google Gemini (AI da Google)
Tal percepção coincide com as minhas observações empíricas. Crianças, adolescentes e jovens, sobretudo da Geração Z, se acham “donos do mundo”, porque são infantilizados pelos seus pais, que acreditam cada vez mais que o amor entre pais e filhos é algo transacional. Ou seja, pais e filhos fazem trocas entre si para manter o equilíbrio e uma boa convivência familiar.
Eu me lembro bem de como eram as refeições na minha casa quando eu era criança. Eu comia o que estava na mesa e pronto. Hoje em dia, vemos crianças, adolescentes e jovens agindo de maneira tirânica com o incentivo, consciente ou inconsciente, de seus próprios pais. “Não quer comer isso? Compra o que você quiser na rua.”
E o “afeto transacional” se estende até o infinito. Pais e mães se desdobram para “comprar” o “amor” de seus filhos, quer seja fazendo todas as suas vontades (seja lá quais forem) ou mesmo através do compra direta material. “Toma esse iPhone aqui, meu filho… A gente te ama.”
Por onde andam as frustrações as quais fui submetido?
“Você é muito novo para isso.”
“É o que tem para comer.”
“Isso é assunto entre seu pai e sua mãe.”
“Já te expliquei. É assim e ponto final.”
“Não vai e pronto.”
Nem de longe apoio o uso de violência física (acho abominável), mas pais não serem capazes de dizer não para os filhos ou impor a sua autoridade quando necessário? Como assim? Afinal de contas, quem são os pais e quem são os filhos?
Obviamente, sou favorável a um diálogo amplo entre pais e filhos, mas é preciso que a autoridade dos pais seja o fiel da balança, sob pena de termos (como já temos), toda uma geração que é incapaz de ouvir um não como resposta, o que a faz incapaz de lidar com qualquer tipo de frustração. E pior: é uma geração que se acha no direito de chantagear os pais quando as suas necessidades não são atendidas, o que nos leva de volta ao conceito de “amor transacional”.
Nem de longe escrevo este texto como um teórico ou especialista no assunto, mas escrevo com a autoridade de quem é pai. E escrevo porque quero alertar outros pais sobre a questão, na certeza de que bater de cinto não resolve, mas ser omisso e condescendente também não.
Precisamos criar adultos saudáveis e aptos para os desafios da vida. Precisamos permitir que nossos filhos lidem com as consequências de seus atos e omissões, escolhas e decisões. Precisamos permitir que nossos filhos se frustrem e se acostumem a lidar com isso, sob pena de criarmos adultos inaptos para viver em sociedade e estabelecer relacionamentos saudáveis.

A violência contra a mulher só existe quando há um corpo estendido no chão, inerte, sem vida. Antes disso, ainda que a mulher peça ajuda até mesmo para a família e para os amigos, tudo é exagero, feminismo, precipitação, imaturidade, má fé, vingança contra o parceiro, etc.
A violência contra a mulher faz parte do nosso cotidiano, e não há um único caso em que não tentem atribuir à mulher algum tipo de culpa por ser violentada psicologicamente, espancada, estuprada, e até mesmo morta.
Que a nossa sociedade deixe de ser hipócrita e assuma que é 100% machista. É menos feio do que passar pano para os homens que acham que tem direito de vida e de morte sobre as mulheres.
E aproveitando… Pensar em violência contra a mulher apenas quando ela é fisicamente agredida é de uma ignorância tremenda! E quando ela precisa abrir mão de seus sonhos, vontades e desejos? E quando o homem faz com que a mulher se torne financeiramente dependente dele para que não o largue? E os homens que colocam os filhos contra a mãe em uma tentativa covarde de manipulação? Essas e outras violências, aparentemente invisíveis ou mesmo não vistas propositadamente, doem tanto quanto uma dor física. E ainda assim a sociedade passa pano em tudo que acontece, usando até a Bíblia como argumento em favor dos homens.
CHEGA!!! BASTA!!!

Insanidade é acreditar
Que o outro é insano
Apenas porque
A insanidade do outro
É diferente da sua.
Que sejamos surdos diante de todos os “eu te amo” ditos da boca para fora.

A senhora esperava os carros pararem
Para que ela pudesse atravessar a rua.
Tantos carros –
Muitos carros! –
Nenhum deles a sentia.
A pressa deixava todos cegos.
Cegos que viam cabelos brancos,
Dificuldades nos movimentos,
E anos e mais anos e mais anos.
E a senhora ali,
Desnorteada,
Diante da ingratidão do mundo
Que ela mesma ajudou a construir.

Na minha cabeça imatura, sempre achei que bloquear alguém em redes sociais, inclusive nas redes profissionais, era um sinal de fraqueza. Soava-me como algo “não sou forte o suficiente para ver aquela pessoa que me fez mal”.
O tempo passou. Pensei e repensei o assunto. Minha visão mudou. Fato é que eu dava muita importância ao que os outros iriam pensar de mim, e pouca importância ao que eu estava sentindo, ou mesmo ao que eu iria pensar de mim mesmo.
“Sou forte o suficiente para afastar de minha vida o que me faz mal e não me importo com a opinião dos outros”.
Não é assim que a gente faz na vida real? “Nunca mais vou olhar na cara de Fulano!” Desde quando isso é sinal de fraqueza? É sinal de amor próprio. Sinal do reconhecimento do próprio valor. Sinal de vergonha na cara.
Não seja escravo das suas redes sociais ou profissionais. Livre-se de uma vez por todas do que te faz mal. E acredite: a vida vai ficar mais leve, mais agradável, e você vai se sentir muito bem consigo mesmo. E em troca, o universo irá sorrir para você como nunca! 🙂

Se não sentires vontade de falar comigo quando Morfeu te devolve ao mundo ou mesmo quando ele se prepara para novamente receber-te, vai-te embora.
Se as músicas que ouvimos tantas e tantas vezes juntos não te remetem aos inúmeros pequenos e grandes momentos que vivemos juntos, vai-te embora.
Se a calor do sol que esquenta a tua pele não fizer com que te lembres de todas as loucuras que já vivemos na cama (e em outros lugares também), vai-te embora.
Se os aromas e gostos que tanto nos diziam não forem capazes de fazer com sintas frio na barriga ou arrepios na pele, vai-te embora.
Se eu não estiver na lista daqueles que surgem na tua mente quando estás com um problema ou simplesmente porque precisas desabafar, vai-te embora.
Talvez eu implore para que fiques. Vai me doer, vai me fazer sangrar, mas insisto: vai-te embora.
Porque há muito mais no mundo esperando por mim. Eu sei que há, pois já passei por isso antes. Talvez passe por isso novamente. Eu não sei. Só vai-te embora, porque é chegada a minha hora e a nossa hora morreu de inanição.
Mas acima de tudo, vai-te embora, porque não preciso da tua pena. Não preciso da tua misericórdia. Não preciso da tua caridade, porque sei que ainda que eu caia, jamais ficarei no chão. A verdade não é capaz de me matar. Nunca será.
E se assim for, vai-te embora, porque a tua presença impede o milagre do porvir e de tudo que preciso para viver e me sentir vivo.
Eu quero tudo e quero muito. E quero agora, porque eu vivo e sou o agora.
E agora, vai-te embora. Sem demora. Há pressa diante do que a vida ainda tem para mim.

Ninguém precisa de permissão para ir embora da sua vida. As pessoas simplesmente vão quando acham que devem ir, e para aqueles com o mínimo de dignidade, a decisão do outro deve ser obrigatoriamente respeitada. Quer ir? Vai.
É claro que, nessas horas, a gente tenta se vender como a melhor criatura do mundo: “Você nunca vai encontrar alguém que te ame feito eu!” é uma das mais clássicas (e também uma das mais ridículas). O ponto é: será que as pessoa quer de fato alguém que a ame como você a ama? Desde quando você virou a personificação do amor? Só você sabe amar? E se ela achar a sua maneira de amar um saco?
Fato é que, quando alguém se vai, salvo algum acontecimento agudo (uma traição, por exemplo), a pessoa já estava pensando em ir há tempos, por mais que isso não estivesse claro para você. Por algum motivo, a pessoa já estava achando que não valia mais a pena, e calhou de ser naquele dia d, na hora h. Ela só colocou para fora o que já vinha sentindo. Não há muito a ser feito. Aliás, quanto menos for feito, melhor, mas isso já é assunto para outro texto…
Não adianta tentar argumentar. “Se você for embora, nem adianta me procurar depois!” Você realmente acha que a pessoa está indo embora pensando em te procurar depois? Ela quer mais é nunca mais olhar na sua cara! Pode ser algo transitório, passageiro? Pode. E se não for? Vai ficar esperando para sempre?
A vida é curta. Ao invés de ficar se matando tentando entender o que você fez de errado (quem disse que você fez algo de errado?), o negócio é aceitar a separação numa boa, na certeza de que da mesma maneira que aquela pessoa não te quer, há gente te querendo, muito embora essa seja a última coisa que esteja passando na sua cabeça nesse momento.
Para resumir: não meça o seu valor por conta de quem vai embora. Aceite. Faz parte da vida. Sofra, chore, tome um porre, mas levante-se. A vida continua. O que você tem a oferecer pode não ser o que uma pessoa quer, mas pode ser exatamente o que outra quer. Muitas vezes, é apenas uma questão de perspectiva.
Isso não quer dizer que você não tem o que melhorar enquanto pessoa. Tenho certeza que tem! Todo mundo tem! Por isso, use esse momento para fazer uma análise profunda dos seus erros e acertos durante o relacionamento. É uma oportunidade única de evolução e de aprimoramento pessoal.
A fila anda! Lembre-se sempre disso! E vai que nessa sua evolução, a tal da pessoa que te deixou resolve entrar na fila novamente? E se isso acontecer, apenas saiba que vocês não vão estar voltando. Vão estar recomeçando.
P.S.: Fim é fim! Tudo que vier depois disso é recomeço (novo começo, nada de “mais do mesmo”).

Antes de mais nada, é importante entender o que é “ghosting”.
“Ghosting é um termo usado para designar o término repentino de um relacionamento sem deixar explicações. Este termo vem do inglês, e é derivado da palavra ghost, que significa fantasma em português. O praticante de ghosting some misteriosamente como se fosse um fantasma.” – Fonte: Wikipedia
E por que alguém agiria assim? Há algumas possibilidades.
– Covardia: a pessoa quer curtir a parte boa do relacionamento e na hora que deseja ir embora, por qualquer motivo que seja, não quer encarar o outro ou mesmo dar qualquer tipo de explicação. Isso é cruel e desumano, e demonstra com clareza que a pessoa não possui nenhum tipo de responsabilidade afetiva. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém, mas quem fica precisa de um fechamento para viver o seu luto e seguir em frente. Facilita muito a vida de quem precisa seguir sem a companhia de quem se foi.
– Manipulação: há o “ghosting” temporário, também conhecido como tratamento de silêncio. Uma ferramenta de manipulação antiga e muito eficaz. Via de regra, é utilizada para punir alguém que não se comportou de acordo com o esperado. Note que o conceito de esperado nesse caso não passa por certo ou errado. É punição para quem ousou questionar ou se opor ao manipulador. É uma maneira imatura ou perversa de dizer que não está satisfeito com algo. Isso é feito na esperança de que a parte afetada venha pedir desculpas, na grande maioria das vezes, por coisas que nunca fez. Portanto, também é uma ferramenta de controle, de adestramento.
Dito isso, fica claro que os praticantes do “ghosting” são no mínimo imaturos e no extremo manipuladores perversos.
Você não tem que lidar com o “ghosting”. Não é saudável. Não é normal. Basta levantar a cabeça e seguir adiante. Está precisando de um fechamento para poder viver o seu luto? Crie um! Não perca seu tempo com quem não merece. Sua saúde mental agradece.
