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Para me manter vivo

Queria ser salvo da vida,

Mas não pela morte –

Salvação inevitável –

Mas pela sorte de entender

Que é uma tremenda sorte

Estar vivo.

.

Como eu gostaria que Deus,

Descesse dos céus e me dissesse:

“Estás vivo; já não é o bastante?”

Mas Deus anda ocupado,

E eu tenho reclamado

Muito mais do que agradecido.

.

Vivo!

E no fundo eu sei que é bom estar vivo,

Mas que isso não me impeça

De morrer para certas coisas –

Ou de matar certas coisas –

Para me manter

Vivo!

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Vai que…

Vai que eu vou embora

E jogo nossos sonhos fora

Mesmo sem saber para onde ir?

Vai que eu tomo tento

E dou ouvidos ao vento

Que insiste em me fazer seguir?

Vai que acabam as maçãs

As noites e as manhãs

E eu me vou sem me despedir?

Vai que eu vou,

Vai que eu não fico?

Vale a pena arriscar,

Vale a pena deixar

A pressão chegar ao pico?

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Sexta-feira 13

Nada de azar

Nada de sorte

Só o que eu preciso

Para construir a minha história

E renascer de mim

Por mim

Por fim.

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A coisa mais linda

De todas as coisas lindas da vida –
E na vida não faltam coisas lindas –
A vida é sempre das coisas a mais linda.

Ora feliz, ora triste
Ora crente, ora descrente
Tudo permanece, tudo existe
Tudo permeia, tudo insiste
Tudo é porque é
Tudo é vivo
Tudo pulsa
Tudo.

Tenho medo de perder a vida
Não porque tenho medo da morte,
Mas porque há muita sorte
Em se poder ter a vida.

Que os sorrisos invadam!
Que as lágrimas corram soltas!
Pois tudo é parte das coisas lindas
E do privilégio que é poder achar que são lindas
As coisa mais lindas que são a própria vida.

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Foice

Algumas vezes

É preciso doer como nunca

Para que não doa para sempre

 

A vida é assim

Nos altos e nos baixos

“Nas favelas, coberturas,

Quase todos os lugares”

 

Não importa a idade

Ou se é cedo ou tarde:

Ir ou deixar de ir

Decidir ou não decidir

Tudo é ou gera

Uma implicação

Sob a qual versam versos vivos

Que carecem de explicação

 

É para ser sobre o hoje

E nunca sobre o amanhã

Que soa deveras infinito

Mas que pode não acontecer

Pode não vingar

Pode não ser

 

A contagem regressiva para a morte

Inexorável, invisível

Foice que alguns deixam

Ao relento

E quando chega

Em um único corte

 

Foi-se

 

Independentemente

Do querer ou não

Foi esta a sua sorte.

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Vôo cego

As pernas –

E que pernas! –

Enlaçam-me em vôo cego,

Sem destino ou pretensão.

Deixo-me ir…

Não me culpo:

Acabei por dizer que sim

Depois de tanto ouvir que não.

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Contagem regressiva

Se com o meu nascimento

Inicia-se a implacável

Contagem regressiva

Agressiva

Para minha morte

Valha-me, Deus!

Dá-me um pouco de sorte!

Para que não haja morte em vida

Ainda que seja eterna a vida após a morte.

Vida

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Amor ou morte

Caminhos

Escolhas

Como folhas

Flutuam ao vento

 

E o tempo

Implacável

Indomável

Segue alheio ao teu diferimento

 

Sonhos de uma vida inteira

De uma vida inteira cativos

Resplandescendo a teus pés

E pelos teus pés comedidos

 

Posto que a vida apresenta chances

A tu que tens da vida fugido

Ainda que tenhas decretado a morte

De tudo que ainda há para ser vivido.

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Vontade louca!

Vontade louca de caçar borboletas!

Vai que

Quer seja por azar ou sorte

Eu reencontre

Justamente as que fugiram do seu estômago?

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Morte

Deixo-te como herança

O meu sorriso

Ei-lo como na chegada

Este da despedida

 

O coração?

Não te preocupes

Apesar de não estar bem

Já há disgnóstico:

Ausência total de toda sorte

Também conhecida como

Morte.

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