Acredito no que sinto,
E o que sinto é meu guia.
Quando digo que te amo,
Não penso nas consequências,
Ou em qualquer burocracia.
Amo e pronto,
Sem demagogia,
Sem receios,
Pois teus seios
Nutrem todas minhas poesias.

Acredito no que sinto,
E o que sinto é meu guia.
Quando digo que te amo,
Não penso nas consequências,
Ou em qualquer burocracia.
Amo e pronto,
Sem demagogia,
Sem receios,
Pois teus seios
Nutrem todas minhas poesias.

O tempo me ensinou
Que para certas coisas
O tempo não passou
E que ainda carrego comigo
Coisas da minha infância.
.
Ainda busco a aprovação –
E muitas vezes o perdão –
Quando me comporto como adulto.
.
Mas há em mim perdão:
Perdoo a mim mesmo.
.
Sou a minha própria consolação
Quem diz o sim ou diz o não
Para os meus medos insepultos.

O pranto por vezes é seco e mudo,
Porque por vezes é medroso.
Porque por vezes falta-lhe a coragem
De ser pranto.
.
Vim e estou aqui!
Vejam-me:
Estou pronto e sou pranto,
Mas escondo-me em sorrisos absintos,
Em obrigações comensais,
Em ratoeiras morais
Sem esperança ou encanto.
.
Mas há vergonha maior do que sorrir
Para não deixar rugir o pranto?
.
Sim, este desencanto
É mais do que motivo
Para o pranto!
E quando não deixo o pranto ser,
Eu mesmo me torno o pranto:
Escondo-me nas vielas da tristeza,
Esmorecido e aturdido,
Esgueirando-me de canto em canto.
.
Que me salve o pranto!

O poeta morre um pouco
Quando dele se vai a ingenuidade,
Quando dele se vai a esperança,
Quando dele se vai a confiança,
Quando dele se vai credulidade.
Mas o poeta morre para renascer,
Porque a essência do poeta é o recomeço.
Diante dos cacos, das cinzas, da brutalidade,
O poeta morre e renasce sem medo,
Escrevendo novas histórias,
Ressignificando antigas histórias,
Rindo e chorando
De derrotas e vitórias,
Porque o que mata de fato o poeta
É não poder tentar
Pelo menos mais uma vez.

Já tive medo de perdê-la
Até que me dei conta
Que cada dia sem perdê-la
Vale por toda uma vida
Vocês tem medo deste armário?

Estou dormindo ao lado dele durante o Carnaval. Percebem que um morto pode facilmente puxar a cortininha e mostrar o rosto do nada? Certeza que há cadáveres ali!!!!!!
#medo #terror
Se não sentires vontade de falar comigo quando Morfeu te devolve ao mundo ou mesmo quando ele se prepara para novamente receber-te, vai-te embora.
Se as músicas que ouvimos tantas e tantas vezes juntos não te remetem aos inúmeros pequenos e grandes momentos que vivemos juntos, vai-te embora.
Se a calor do sol que esquenta a tua pele não fizer com que te lembres de todas as loucuras que já vivemos na cama (e em outros lugares também), vai-te embora.
Se os aromas e gostos que tanto nos diziam não forem capazes de fazer com sintas frio na barriga ou arrepios na pele, vai-te embora.
Se eu não estiver na lista daqueles que surgem na tua mente quando estás com um problema ou simplesmente porque precisas desabafar, vai-te embora.
Talvez eu implore para que fiques. Vai me doer, vai me fazer sangrar, mas insisto: vai-te embora.
Porque há muito mais no mundo esperando por mim. Eu sei que há, pois já passei por isso antes. Talvez passe por isso novamente. Eu não sei. Só vai-te embora, porque é chegada a minha hora e a nossa hora morreu de inanição.
Mas acima de tudo, vai-te embora, porque não preciso da tua pena. Não preciso da tua misericórdia. Não preciso da tua caridade, porque sei que ainda que eu caia, jamais ficarei no chão. A verdade não é capaz de me matar. Nunca será.
E se assim for, vai-te embora, porque a tua presença impede o milagre do porvir e de tudo que preciso para viver e me sentir vivo.
Eu quero tudo e quero muito. E quero agora, porque eu vivo e sou o agora.
E agora, vai-te embora. Sem demora. Há pressa diante do que a vida ainda tem para mim.

E se…
Vai que…
Quem sabe?
Será?
Talvez…
No mundo das escolhas,
No palco das ilusões,
No futuro que se altera
Diante do sim e do não,
A vida segue resoluta,
Diante da amarga autossabotagem
Que é não tomada de uma decisão.
Qualquer coisa
É só culpar o destino
E deixar tudo por isso mesmo:
Café frio sobre a mesa
Adoçado com lágrimas ácidas e salgadas
Que brotam do coração.
A felicidade dá medo;
Todo o resto não.

Qual decisão você tomaria se não estivesse com medo?
