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Ávida vida

A culpa nunca é minha

É da vida

Não é das escolhas que fiz

Ou das que não fiz

É da vida

 

Não trabalho com o que gosto?

É a vida

Deixei passar meu grande amor?

É a vida

Estou fora de forma?

É a vida

 

E de fato a vida não se importa

Com o que penso dela

Do que a culpo

Porque ela é, de fato e de direito

A vida

 

Tão poderosa, maleável

Ao ponto de ser o que eu quero

O que eu permito que ela seja

Mesmo que eu só me dê conta disso

Quando estiver perto do fim

Ou bem longe do começo

 

E nesse darradeiro momento

Creio que não me servirá de consolo

Ou amenizará meu sofrimento

Culpar a vida pela vida

Que não vivi.

 

Foi-se

Perdeu-se

A culpa toda é só minha

Faltou avidez

Na minha vida.

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Não foram só beijos

Havia uma pequena escada

Bem ali, no meio do nada

E nela sonhos se fizeram sonhos

Não mais só nossos

Mas de quem por lá passava

 

Era evidente

Contundente

Surpreendente

Deliciosamente nosso…

Teu e meu –

Do universo também! –

Em ínfimas frações de duas vidas inteiras

De tudo aconteceu

 

Eternizou-se

Perfumou o mundo de alegria

Transformou tudo em flores

Inspirou outros com seus amores

Criou novas cores e sabores

Insuflou até os mais tímidos corações

Cobriu de amor e salvou vidas

 

Havia uma pequena escada

E para nós ela só mostrava

Como podem ser inesquecíveis

Esses pequenos momentos incríveis

De duas almas completamente enamoradas.

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50 tons de vida

Para os indecisos, a vida reservou o cinismo. Para os que não se arriscam, a morte – INEVITÁVEL. Para os bravos, a chance de degustá-la.

Eis a vida na sua essência. Não há 50 tons de vida. Ou é vida ou é morte.

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Fique tranquilo: você vai morrer

Não é a vida que nos iguala. É a morte. A morte foi a maneira que Deus encontrou de nos mostrar que somos todos iguais.

E ainda sobre a morte… Já se viu alguém perguntar ou pensar em seus últimos instantes de vida sobre suas fortunas, sobre o mundo material? NÃO! A proximidade da morte nos faz pensar única e exclusivamente no que deixamos de viver e de sentir para nos mantermos dentro da inexistente, da fictícia zona de conforto que acreditamos ter em nossas vidas para evitar a dor, e em última análise, a morte.

Portanto, viva a sua vida! Deixe para agir como um morto apenas quando a morte de fato chegar. E quando aparecer o medo, a dúvida, a insegurança, ou qualquer outro sentimento aparentemente negativo, lembre-se: tais sentimentos são exclusividade de quem está vivo.

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Imprevisível

“We don’t take a trip. A trip takes us.”

ou

“People don’t take trips. Trips take people.”

― John Steinbeck
Na nossa ânsia por previsibilidade e estabilidade, quase sempre nos esquecemos que não temos controle absoluto sobre nossas vidas. Nos programamos e tentamos fazer com que os próximos minutos, horas ou dias sejam de acordo com o que nós esperamos e queremos, mas isso é simplesmente impossível.
Haverá surpresas agradáveis e desagradáveis. Partidas e chegadas. Encontros e desencontros. Sins e nãos. Sorrisos e lágrimas, e assim por diante.
Que sejamos, então, humildes o suficiente para reconhecer que precisamos nos adaptar e aprender a viver todos os dias. É a vida que nos controla e não o contrário.
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Um lugar qualquer em qualquer lugar

Viajar para um lugar distante, novo

Não de alma; só de corpo

É como rever o que nunca fui visto

E achar novidade no que parecia morto

 

Como turista acidental de mim mesmo

Descobri que até onde a paz parece estar escondida

Também há milagres, cores e sabores:

Um viva para a minha despretensiosa e corriqueira vida!

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Massacre LGBT em Orlando

Domingo passado, 12/06/2016, assistimos a mais uma carnificina promovida pelo Islã e seus seguidores. Pelo menos 50 pessoas morreram e outras tantas ficaram feridas por conta de um terrível ataque promovido por um muçulmano na cidade de Orlando, mais precisamente em uma casa noturna LGBT.

O que me espanta, entretanto, é que o ISIS e o Boko Haram, entre outros, vem sistematicamente matando pessoas (homens e mulheres, idosos e crianças) por conta de sua religião e/ou etnia, e pouco ou quase nada se fala sobre isso. Não há tal comoção quanto o assunto é a morte de cristãos, curdos, etc. Fico me perguntando o porquê.

Mas vamos deixar isso de lado por ora… Em tese, quem é o político que representa a comunidade LGBT no Brasil? Todos sabem a resposta: O Deputado Federal Jean Wyllys. Será que alguém poderia me explicar, então, por que este mesmo deputado defende o ensino do Islã nas escolas brasileiras? Trocando em miúdos: sendo a homofobia parte integral do Islã (homossexuais são crucificados, apedrejados e atirados de cima de prédios), qual o interesse que o Jean Wyllys tem em promover o Islã no Brasil? Promover o Islã no Brasil é a mesma coisa que promover a homofobia. Contraditório, não? Não acredita no que estou dizendo? Explique-me, então, o porque do Jean Wyllys ir a Israel fazer palestras, e não fazer sequer uma visita a Palestina? Se o Islã é algo tão bom ao ponto de precisar ser ensinado nas escolas, qual o problema do Jean Wyllys visitar a Faixa de Gaza? Estranho…

Mas isso não deveria assustar ninguém. Há fotos do Jean Wyllys vestido de Che Guevara, outro costumaz assassino de homossexuais. Aliás, defender o comunismo e o socialismo é ir contra a causa LGBT. Que o digam Stalin, Lenin, etc. Para estes, o homossexualismo era considerado uma “perversão capitalista” que precisava ser eliminada.

O PSOL, cujo nome é Partido Socialismo e Liberdade, é uma farsa. Não há liberdade no socialismo e muito menos defesa dos homossexuais. Pelo contrário. Os homossexuais, assim como outros grupos (negros, mulheres, gordos, pobres, etc.), são estimulados a confrontar o status quo de maneira pouco inteligente e agressiva, fazendo com que o ódio contra esses mesmos grupos seja engendrado, criado no seio da sociedade. O objetivo? Uma “revolução sem sangue”, conforme a proposta de Antonio Gramsci. Na prática, tais grupos tornam-se apenas massa de manobra nas mãos daqueles que querem chegar e permanecer no poder, e mais nada.

Questionem-se: o que seria do Jean Wyllys se não fosse a homofobia? O que seria do Freixo se não fosse o vitimismo? Estes políticos não lutam para que estes grupos tenham uma vida plena e sejam integrados/aceitos pela sociedade. Pelo contrário. Chegam ao extremo de conceder para estes grupos direitos especiais, que acabam por fazer com que a sociedade repudie o seu comportamento, e associe a canalhice destes políticos aos próprios membros do grupo que em teoria representam.

O que a comunidade LGBT conseguiu ao inserir, durante a visita do Papa ao Brasil, crucifixos e a imagem de Nossa Senhora na vagina e no ânus? Como alguém pode pedir respeito não respeitando? Como esperar solidariedade sem se solidarizar? Percebem a contradição disso tudo?

Chegou o momento de todos estes grupos acordarem para a realidade. Se vivemos em sociedade, temos que aceitar as nossas diferenças, e não esquecer de nossa obrigação em manter padrões mínimos de decência e respeito mútuo. O nome disso é reciprocidade. Respeite para ser respeitado. E talvez assim, da próxima vez que um cristão for assassinado, os membros da comunidade LGBT também fiquem indignados com a brutalidade do Islã, da mesma forma que eu mesmo fiquei indignado com a brutalidade do que aconteceu em Orlando. Esse é o primeiro passo para um mundo mais verdadeiro, sem homofobia, racismo e coisas do tipo.

A vida vem antes de tudo. Vamos, juntos, lutar pela vida de todos!

paz

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Deliberadamente

Sou um náufrago

Tu és meu mar

Estou a tua inteira mercê

Que tudo decidas para onde me levar

 

Seja longe ou perto

O destino já é incerto

Sobreviver já seria muito

Viver, então, algo fortuito

 

Não me resta mais nem esperança

Esta é sempre  a primeira que morre

Peço que sejas amável, porém

Enquanto sangue dentro de mim ainda corre

 

Mas estarei feliz

Se dessa vida eu me for

Partirei deliberadamente afogado

Inundado pelo teu amor.

mulher nua chuva

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Afasia sentimental

Ando pelas ruas procurando o teu rosto

Tentando sentir o teu perfume

Talvez ouvir a tua voz

Quem sabe?

 

Eu sei

Não estás aqui

Não sei onde estás

Mas isso não encerra minhas buscas

 

Em outros rostos

Em outros perfumes

Em outras vozes

Eu me afundo

E te esqueço

Por não mais que alguns segundos

 

E depois, sinto-me traído

Nem um pouco embevecido

Não houve amor ou prazer

Não houve o que me faz te querer

 

E sigo nesse rotina fatigante

Quem sabe, um dia…

Na esquina da minha teimosia

Eu te encontre?

 

Ou quem sabe um dia

Quando formos apenas almas

Cercados por anjos a baterem palmas

Possamos nos reencontrar e viver

Curados dessa sentimental afasia.

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Em vários mundos

Lembro-me com saudades

De todos que dessa vida sumiram

Eu sempre os carrego

Dentro de mim

 

Não são fantasmas –

Estão vivos! –

E de dentro deste mundo

Chamado dentro de mim

Jamais partiram

Jamais se despediram

Jamais disseram adeus

 

Vez por outra me recolho

E mesmo que as lágrimas corram soltas

Eu os vejo vivos e sorrindo

Provando que a morte do corpo

Não é de fato o fim

 

E é por isso que eu quero

Viver também dentro dos mundos

Que existem dentro dos outros

Pois enquanto houver lembranças

Que sejam de mim

Eu estarei vivo

Dentro de vários mundos

Sim.

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