Lista de doenças transmitidas pelo beijo:
1 – Saudade
Sim, é realmente grave
Dói e arde
Fim.

Lista de doenças transmitidas pelo beijo:
1 – Saudade
Sim, é realmente grave
Dói e arde
Fim.

Doce
Safado
Penetrante
Molhado
Inesquecível
Beijo
Beijos e mais
Beijos…
Do teus beijos
Não me esqueci.

Áspera
À espera
A vida
Quem me dera
Ter-te aqui
Agora
Afinal
Seja como for
Sempre antes
Nunca depois.

Nunca fugi de ti
Sempre fugi de mim
Em teus braços
Descobri-me
Vi-me
Pela primeira vez
E o eu que existia
Destronou-se de mim
Percebi com clareza
O quanto eu era “meio”:
Meio feliz
Meio realizado
Meio completo
Meio inteiro
Meio vivo
Eu era só metade
Metade de mim
Não aceito!
Não quero mais ser meio
Quero ser inteiro
Viver intensamente
Ser potencialmente
Tudo que de fato sou
Tudo que jazia absorto
Talvez morto
Dentro de mim
Processo irreversível
Ainda mais agora que sei
Que somente juntos
Tu e eu somos infinitos
Nas risadas
Nas lágrimas
Nos pensamentos
Nos carinhos
Nos gemidos e gritos
Somos o nexo causal
De vidas plenas
Destino presente
Transparente
Certo
E para deixar claro
Em fugir
Já nem penso mais
Pois já não há mais paz
Em fugas e atalhos
Que me levem
Para longe de ti
Em teus braços
Encontrei o aqui
O agora
Só te peço que sem demora
Permita-me ser inteiro
Teu inteiro
Permita que sejamos
O tu e eu verdadeiros
Por fim e sem fim
Derradeiro.

Fui ali
Colher os frutos de nossas promessas
Do que prometemos sem prometer
Vi a árvore majestosa que plantamos
Mais viva do que nunca
Flores, frutos a nascer
E que perfume!
Inebriante, pujante
Dilacerante processo de renascer
Frio na barriga
Causa para lá de resolvida
Embora se insista no sobrestamento do viver
Sim, a árvore da vida
Cura todas as feridas da lida
É o Norte para onde tudo há de correr
E seus frutos
Impávidos, atemporais e resolutos
São a razão e o motivo da própria existência do ser.

Caminhos
Escolhas
Como folhas
Flutuam ao vento
E o tempo
Implacável
Indomável
Segue alheio ao teu diferimento
Sonhos de uma vida inteira
De uma vida inteira cativos
Resplandescendo a teus pés
E pelos teus pés comedidos
Posto que a vida apresenta chances
A tu que tens da vida fugido
Ainda que tenhas decretado a morte
De tudo que ainda há para ser vivido.

Posto que quando se ama
A distância se mede em metros
Mas em horas, minutos, segundos…
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac…

Máscaras…
Já não te valem mais nada
Caíram
Despedaçaram-se
Simplesmente sumiram
Vi teus olhos marejados
Na despedida
As gargalhas desmedidas
Abundantes fagulhas e centelhas de vida
O teu olhar de admiração
Que fez tua alma ficar despida
Teu corpo contraindo-se em turbilhão
Enquanto repousas em mim, exaurida
Foram-se todas as máscaras
Mas tu não podes
E nem queres ir mais:
De que adianta ires só de corpo
E tua alma ficar para trás?
E quanto as minhas máscaras
Como bem sabes
Nunca as tive:
Na presença ou na ausência
No sorriso ou no pranto
O amor por ti eternamente reside.

Vem!
Não hesita
Nem desista
Insista
Seja figurinista
Da sua própria vida
Vem!
E chega
Fica
Facilita
Não complica
Coloca tempero em sua vida
Vem!
Segura
Madura
Remova a armadura
Com brandura
Entregue-se para a vida
Vem!
O tempo é agora
Toda hora é hora
Depressa
Sem demora
Momento de viver a vida
Vem…
Porque o amor e a felicidade aqui
Abundam, transbordam, inundam:
São de borla.
