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Marco zero

E pensar que eu só queria

Saber se você me lia

Pois em cada gota de tinta

Estava um pedaço de mim

 

E pensar que eu só queria

Nas noites tão vazias

Um beijo de boa noite

Um alento para a saudade que há em mim

 

E pensar que eu só queria

Contar o passar dos dias

Para aquecê-la em meus braços

Para tê-la em mim

 

E pensar que eu só queria

Que em minha cama vazia

Repousassem seus medos e sonhos

Para que você pudesse vivê-los em mim

 

E pensar que eu só queria

Ouvir e ser ouvido

Em prosa e poesia

Para fazê-la lembrar de mim

 

E pensar que eu só queria

O que ainda quero

Nosso amor, nosso marco zero

Laços sem fronteiras

Amor

Puro e retumbante

Amor desconcertante

Sem fim.

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Reiniciando

Não fale com o coração

Para quem mal de tá ouvidos

Para quem não escuta

Para quem não tenta ou se ocupa

Em tentar entender

Em tentar sentir

Aquilo que vai muito além das palavras brutas

 

Até porque

Mesmo sem querer

Um dia o vocabulário do coração se acaba

E mudo

Ele se acostuma

E perde aquela necessidade:

Já não tem mais nada a dizer

 

E depois disso tudo

Ele se escuta

E recomeça

Lentamente

A bater.

clarity-of-silence

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Deixa eu te contar…

Deixa eu te contar…

Fui embora querendo ficar

Queria voltar

Sei lá!

Cismei com essa coisa de te amar

 

Não largo mais o celular

Que grita

Apita

Crepita

Explicita

Esse vício que virou te amar

 

Mas não é só no celular…

É no corpo

No coração apertado

Nos olhos vidrados

No discurso emocionado

No tesão reprimido

Boca, pescoço

Nuca e ouvidos

Não se trata de castigo

É só essa mania de te amar

 

Amo

 

Já aceitei essa parte

 

Amo

 

Já aceitei essa parte!

 

Sendo coisa, vício ou mania

Se reafirma como poesia

Inspira

Desvela fantasias

No teu amor encontrei alforria

Mas no fundo ainda sou escravo

E ainda assim descarto qualquer agravo

Posto que não quero mais minha alma vazia.

bom-dia

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Áspera vida

Áspera

À espera

A vida

Quem me dera

Ter-te aqui

Agora

Afinal

Seja como for

Sempre antes

Nunca depois.

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Eles mentem!

Muito cuidado:

 

Eles mentem!

 

Disseram as mentes

Dos reticentes

Dos incrédulos

Dos prepotentes

Dos incoerentes

Dos inexistentes

Dos que não vivem

 

Muito cuidado:

 

Ele mentem!

 

Certeza de que nunca serão felizes

Vejam todas essas cicatrizes

Vejam os rastros de sangue!

 

Alto lá – disse o poeta!

A vida é de fato incerta

Entre portas e janelas

Fechadas e abertas

Corações não mentem:

Sem nenhum cuidado

Batem acelerados

E apenas sentem!


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O retorno

Meu corpo te diz adeus,
Sem palavras, casualmente,
Sem a força de quem diz que vai
Esperando o momento da volta,
Como corpo que espera o coração bater.

E eu que tanto te quis,
Me olho assustado, surpreso,
Para onde foi todo aquele desejo?
Onde está o nosso último beijo?
Eu não sei. Eu não sei.

Só sei que sou agora o mesmo de antes,
De antes de te conhecer.
Puro, sincero, verdadeiro,
Forte, destemido, louco pelo cheiro
Da vida, do amor, de Deus.

Ah! Meus amigos voltaram,
Voltou a paz da incerteza do destino,
Voltou a luta diária pelo pão de cada dia,
Voltou aquela menina da rua que me sorria,
Voltou tudo, ou melhor, eu voltei.

É, agora eu me pergunto,
Será que por um breve período enlouqueci?
Tenho certeza que não!
Foi coisa do coração:
Coisa que dá e passa.

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Sonhos

Faço de minha vida um livro aberto,
Pois de ti sempre estou certo.
Palavra por palavra, ato por ato,
Disfarçando minha dor, meu cansaço,
Revelo cada dia mais meu amor.

Se fui cego, agora vejo,
Na solidão, meu desejo
De me superar, me redimir,
De viver tudo o que é bom
De te viver sempre, mais forte
Mais dona de si, como sempre te quis.

Nas coisas mais simples da vida
Nas esquinas, ruas, avenidas
Percebo a razão de tudo
De todo tempo que não foi em vão
E nas batidas do meu coração
Teu sorriso, tua estrela brilha.

Que Deus faça de mim, desse homem,
Que te quer muito mais do que feliz,
Que sempre, sempre te quis,
Poço de sabedoria,
Para suportar nossa cama tão vazia
Quando chega a hora de dormir.

E que Deus também dê razão,
E força as coisas do coração,
Pois não receber e viver
O teu, nosso amor,
É viver em um vazio,
Onde a felicidade não se encontra,
Onde os anjos choram e nos questionam,
Pois sabem que podemos ser tudo,
Muito mais do que um casal feliz.

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Apertem os cintos!

E a comissária de bordo me disse:

“Teríamos que despachar como bagagem

O teu coração

Não cabe nada daquele tamanho

Dentro deste avião.”

 

Ao que respondi:

“Ele é grande – fato

Mas não precisaria sequer embarcar

Ele tem asas, vontade própria e já se foi

Só me pediu para o acompanhar

Acima de tudo, entretanto e contudo

Eu vou com tudo

Pois sem ele

Nem vida em mim há.”

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Vendo os sinais

E eu vi ali

Naquele passarinho

Que parecia não ter ninho

O que eu queria ser

 

Voar alto

Enxergar longe

Bem além de onde o sol se esconde

Quando chega a hora de dormir

 

E assim, cresci

Voei de mim

E percebi que sou sem fim

Sou sempre recomeço

 

Essas pequenas coisas

Que não tem preço

Dentro do meu coração as aqueço

Sempre as levo comigo

 

Meu passarinho amigo

Mensageiro do infinito

És o universo ouvindo meu grito

O amor florescendo do meu avesso.

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Fim de tarde

E essa coisa de fim de tarde

Que chega sem fazer muito alarde

Mas que queima, rasga e arde?

 

Saudade de fazer poesia

Que não seja de saudade

E eu sou todo saudade

Assumo sem a menor vaidade

 

Não poderia ser diferente

Quando deixam no peito da gente

Um coração que não mais bate

E que nem fingindo consegue ser indiferente

 

Um dia tudo isso passa – eu sei!

Essa saudade frondosa

Esses versos repetitivos

Essa explosão de sentidos

 

Um dia tudo isso passa – eu sei!

O coração se conforma

E a esperança renasce

De dentro para fora

 

Um dia eu talvez acredite:

Ela foi embora

 

Mas por ora…

É só saudade

Que em solo fértil de mim aflora.

voce-que-poderia-ser

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