De todas as coisas lindas da vida – E na vida não faltam coisas lindas – A vida é sempre das coisas a mais linda.
Ora feliz, ora triste Ora crente, ora descrente Tudo permanece, tudo existe Tudo permeia, tudo insiste Tudo é porque é Tudo é vivo Tudo pulsa Tudo.
Tenho medo de perder a vida Não porque tenho medo da morte, Mas porque há muita sorte Em se poder ter a vida.
Que os sorrisos invadam! Que as lágrimas corram soltas! Pois tudo é parte das coisas lindas E do privilégio que é poder achar que são lindas As coisa mais lindas que são a própria vida.
Eu te amo porque te amo. Não precisas ser amante, e nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga.
Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo bastante ou de mais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) a cada instante de amor.
O que faz um artista não é a sua própria arte, mas a percepção que as pessoas têm dele. Toda vez que a Michele declama uma poesia minha, eu me sinto ainda mais no direito de me chamar de artista. Gosto do ritmo, da cadência que ela usa. Enfim… Ela também é uma artista. Sugiro que conheçam o trabalho dela no Instagram (link abaixo). 🙂
Há tantas poesias e tantas memórias, Tantas histórias que fazem o fim Não ter fim.
E eu tinha medo disso. Medo de ser consumido pelo passado, Pelas recordações, Pelos momentos muito mais do que felizes Que vivemos juntos.
Hoje, não mais.
Aprendi tanta coisa, Experimentei tanta coisa, Vivi tanta coisa boa, Cresci tanto a teu lado… Como posso ignorar isso?
O fim foi estranho – Sabemos disso. Foi um fim sem fim, E assim, precisei criar um, E nele você foi abduzida por ETs.
Talvez eles estejam fazendo experimentos E estudando o seu DNA, Mas os ETs gostaram tanto de você – Feito eu – Que decidiram não te devolver. Eu também não devolveria, Confesso.
Talvez você esteja me vendo de onde está, Mas isso não importa. A menos que os ETs tenham lavado sua memória, Sei que lembra das coisas como eu me lembro, E isso que é o importante: Mesmo ausente, ser presente na vida de alguém.
Que os ETs cuidem bem de você. Você merece e sim, eu sei: Você não é mais do meu mundo.
Em 2000, meus amigos e eu fomos convidados para uma Festa Julina na casa do meu padrinho. Os convidados ficaram encarregados de levar algum tipo de comida e de bebida, no maior estilo festa americana. Ele forneceu o espaço decorado, mais comida e mais bebida (incluindo churrasquinho, salsichão e até a própria churrasqueira), uma banda típica, algumas barraquinhas com brincadeiras e uma fogueira linda! De fato, uma das melhores festas que eu já fui. As crianças ficaram enlouquecidas e os pais em êxtase!
O dia era perfeito. Inverno fluminense no seu auge (uns 15o Celsius), a família reunida, os amigos, os agregados… No total, eram umas 200 pessoas no terreno amplo e arborizado (e ainda assim arenoso) de uma casa em São José do Imbassaí (Maricá/RJ). Eu estava me sentindo em casa, e de fato estava… Havia muitas histórias antigas no ar para serem recontadas ad nauseam. E muitas novas histórias para serem vividas e recontadas no futuro, no maior estilo Dark (série alemã do Netflix).
Eu estava de namorada nova. Apresentei para os amigos e tal. Ela era muito gente boa, bonita, mas de vez em quando falava umas besteiras. Era meio sem noção, meio imatura por assim dizer. Numa dessas, durante a festa, falou uma besteira nada a ver sobre uma ex minha que estava na festa na companhia de seu novo namorado. Fiquei super sem graça e me afastei da roda de amigos para pegar mais uma cerveja. Foram inúmeras naquele dia.
A minha namorada percebeu que fiquei chateado. Veio atrás de mim pedir desculpas. Preferi aceitar, até para não queria acabar com o encanto da festa. Só que o pedido de desculpas e o meu aceite aconteceram na presença do meu padrinho. Ele interrompeu a nossa conversa e disse para ela:
“Nunca peça desculpas por algo que você tenha a intenção de repetir.”
Não entendi nada no momento, muito embora meu padrinho fosse (e ainda é) uma pessoa muito sábia. Voltamos para a festa e nos divertimos demais. Sem dúvida alguma, aquele povo todo reunido e a inocência dos meus 28 anos falaram mais forte do que qualquer outra coisa.
O ano agora é 2020. Nos últimos 20 anos, muitas vezes as palavras do meu padrinho ecoaram em minha mente. Eu não entendia exatamente o porquê, mas ela insistiam em permanecer. Quis a vida me ensinar o que elas significavam, e eu aprendi. Os detalhes do meu aprendizado são irrelevantes… Coisas da vida.
Não peço desculpas por coisas que não me arrependo, só para apaziguar a situação. Se eu fiz e não acho errado, por que pedir desculpas? Obviamente, vou conversar com a pessoa e explicar o meu lado, mas simplesmente pedir desculpas ainda que me considerando certo é algo inconcebível em minha vida.
Espero o mesmo dos outros. Fez alguma besteira e quer se desculpar? Eu sou todo perdão! Eu tenho essa qualidade: eu perdoo. Sei fazer isso de peito aberto e com o coração tranquilo. Mas que ninguém ouse confundir o meu perdão com permissividade. Como gostam de dizer os americanos:
“Me engane uma vez, a vergonha é sua. Me engane pela segunda vez, a vergonha é minha.”
Nunca deixe ninguém enganar você pela segunda vez. Corte. Se afaste. Pelo seu próprio bem. Amor próprio é tudo. E mais: nunca faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você, e muito menos seja canalha ao ponto de ficar inventando desculpas só para ter a chance de fazer tudo de novo.
Enfim… Os anos passam e eu continuo aprendendo a viver. A minha então namorada não durou muito na minha vida. Está por aí. Espero que esteja feliz.
There’s a train out in the distance, destination still unknown
Far away where no one’s waiting, so far from home, so far from home
There’s a rose outside your window, the first snow is falling down
Like that lonesome whistle blowing
I keep on going, keep on going…
Close your eyes and see my blue skies breaking through these dark clouds
You are the light
In my mind I see your red dress and your arms are reaching through the night
I’ll never give up the fight
I’ll go the distance
There’s a thread that runs between us pulling ‘cross this great divide
It’s only there for the believers
Don’t stop believing, don’t stop believing
Close your eyes and see my blue skies breaking through these dark clouds
You are the light
In my mind I see your red dress and your arms are reaching through the night
I’ll never give up the fight
I’ll go the distance, I’ll go the distance
There’s a never ending story that begins with you and I
Like the rose outside your window
Don’t let it die, don’t let it die
Close your eyes and see my blue skies breaking through these dark clouds
You are the light
In my mind I see your red dress and your arms are reaching through the night
Close your eyes and see my blue skies breaking through these dark clouds
You are the light
In my mind I see your red dress and my arms are reaching through the night
I’ll never give up the fight
I’ll go the distance