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Germinando

E se as lágrimas forem necessárias para fazer a vida germinar?

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O tempo

O tempo –

Essa caixa imaterial em que vivemos –

Que vai da ordem ao caos em instantes.

Fascinantes os acham que o tempo é amigo, ou abrigo, ou qualquer coisa do tipo.

O tempo está sempre indo, e com sorte vira memória, história ou arrependimento.

O tempo é a vida indo em direção à morte sem precisar de nenhum consentimento e sem qualquer constrangimento.

E quando damos por nós, foi-se o tempo. Também fomos nós. Não há alento.

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10 anos de blog

Não vou dizer nada. Não tenho discursos bonitos ou coisas enlatadas para dizer. Só quero que saibam que nenhuma palavra, nenhum verso ou estrofe chegaram até este blog por acaso. São parte de mim. Sempre serão.

Obrigado por me lerem.  Sou essa “coisa” que escreve por aqui. Sou um apaixonado pela vida, um apaixonado por viver. Um aprendiz, um aspirante, um ridículo… E me orgulho muito disso. ❤️

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Naco

A vida me olhou e disse:

“É chegada a sua hora.”

Fiquei na dúvida:

“Hora de viver ou de ir embora?”

Por via das dúvidas,

Acelerei o passo,

Mudei o compasso,

E permiti que a vida,

Muitas vezes sofrida,

Me desse um abraço.

E do futuro,

Mordi um naco:

Fome do porvir.

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Nos domingos

Nos domingos, as cores são outras.

O verde é da Heineken e da salada com folhas para lá de frescas (com tomate cereja, por favor).

O amarelo é da batata frita, da farofa.

O branco é do arroz (que eu não como, mas que não pode faltar).

O rosa é da carne mal passada, quase ao ponto (ao ponto de alguém reclamar que está “crua”).

O preto é do carvão, que aquece e acolhe, que traz vida.

Mas o vermelho… Este é de paixão, do amor, do desejo, dos sonhos e dos beijos, da vida, do hoje, do ontem e do amanhã.

Um brinde aos domingos!

Nos domingos, além da carne, o fogo a alma queima.

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Dia dos Namorados – 2025

Que seja verdadeiro:

O amor distante.

O amor presente.

O amor último.

O amor primeiro.

O amor em todas as partes.

O amor por inteiro.

O amor que existe e independente das circunstâncias.

O amor que vive e sobrevive em todas as instâncias.

O amor que é resiliente e paciente.

Que ora é silêncio, e ora é saliente.

Amor para todas os gostos e estações,

Sempre com o dulçor e o frescor da primavera.

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Individuação

E agora, mãe,

Devo sorrir ou chorar?

Joguei todos os meus sonhos fora!

A senhora há de me cuidar?

E quando a senhora for só memória,

De mim a senhora há de lembrar?

Pois vivi a tua história,

E a minha nunca pude nem começar.

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Ainda há tempo

Que eu procure pessoas e esteja em lugares onde a minha presença seja celebrada.

Que eu seja recebido e acolhido com sorrisos, e que eu leve sorrisos por onde eu andar.

Que eu olhe e que me olhem nos olhos, mas não com quaisquer olhos: que seja com os olhos do coração.

Que eu guarde com carinho, ternura e respeito, dentro do meu peito, todos os amores que já não mais são.

Que minhas asas, há tanto tempo guardadas, me elevem para que também se elevem meus pensamentos e desejos.

Nunca é tarde demais para voltar a sonhar viver.

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Sobre Deus

Acordei triste e agitado. Perguntei a Deus os motivos do meu sofrimento. Injustiça, desamor, brutalidade, maldade, abandono. Por quê? Por quê???

E em um lampejo de lucidez, a resposta veio clara na minha mente feito o sol do meio dia.

“Não dizes ser cristão? Não dizes ter fé em Deus e em Nossa Senhora? Dá teu testemunho. Mostra para quem quer que seja que um homem de Deus pode cair 100 vezes apenas para que vejam Deus reergue-lo outras 100.”

Tomei meu café e dei graças. Silêncio.

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Previsão sem tempo

Olhei no fundo de seus olhos –

Olhos que ela me escondia –

E emiti um alerta.

Estado de atenção:

Lágrimas fortes previstas

Para hoje ou para daqui a 3 anos.

Em algum momento,

Será necessário sentir.

Em algum momento,

Será necessário viver.