Acredito no que sinto,
E o que sinto é meu guia.
Quando digo que te amo,
Não penso nas consequências,
Ou em qualquer burocracia.
Amo e pronto,
Sem demagogia,
Sem receios,
Pois teus seios
Nutrem todas minhas poesias.

Acredito no que sinto,
E o que sinto é meu guia.
Quando digo que te amo,
Não penso nas consequências,
Ou em qualquer burocracia.
Amo e pronto,
Sem demagogia,
Sem receios,
Pois teus seios
Nutrem todas minhas poesias.

Mais do que querer,
Também quero ser querido.
Escolhido pelo que sou
E também pelo que nunca fui.
Escolhido pelo que ainda posso ser,
Pelo que ainda posso viver,
Pelo que ainda posso dar,
Pelo que ainda posso receber.
Não quero ser necessário ou importante,
Muito menos comandante.
Na hierarquia da vida, quero apenas ser,
E viver rodeado de quem quer ser comigo.

Hoje, sem querer, descobri que havia um espelho dentro do meu armário. Não sabia. Tomei um susto.
Me vi nu. Não por falta de roupa ou nada parecido, mas porque fui acidentalmente flagrado, e foi simplesmente impossível não me ver.
Vi a idade, as rugas, a falta de cabelo, mas também vi a sabedoria, a capacidade infinita de amar, e o orgulho tímido de uma trajetória que até hoje foi de tudo um pouco, menos covarde. Nunca tive medo de me foder.
O espelho dentro do meu armário, que eu não sabia que existia, me mostrou um eu que eu havia esquecido. O espelho dentro do meu armário me mostrou que eu estou vivo e pronto para viver.

O dia que eu mudei o meu diálogo interno de “olha o que essa pessoa faz comigo” para “olha o que eu deixo essa pessoa fazer comigo”, me tornei protagonista da minha própria história e passei a decidir o que/quem deve fazer parte da minha vida ou não.

Essa música é um soco na cara. Há mais para se fazer na vida do que reclamar do que poderia ter sido.
Sigamos em frente! Letra no vídeo.
P.S.: A banda é SENSACIONAL!
Lembro de tudo:
Do adeus mudo
Do argumento surdo
Do pedido
“Fica…”
Porque sem ti
Não tenho para onde ir
E nem para onde voltar.
.
Até hoje
Nas noites mais escuras
Onde o travesseiro é clausura
Ouço teus passos
Sinto teu peso a meu lado
Invisível corpo –
Estupenda alma –
Que pesa a meu lado
Em meu colchão.
.
Pedi a Deus
Que me desse o amor –
Não um qualquer amor –
E Deus me levou
De encontro a ti.
.
Pedi a Deus
Que me desse sentido
E eu fui ouvido
No teu “eu te amo”
No teu “adeus”
Que me deixou sem mim.
.
Mas ainda há de chegar
A primavera
E as poesias do
“Quem me dera”
Se transformarão
Em preces de gratidão
Pelo adeus que em mim
Nunca foi
Nunca partiu.
.
E tudo isso
Será para nós alicerce –
Inequívoca prece –
Do que sempre fomos
E de tudo que ainda somos
No porvir.
.
De ti
Nunca me esqueci
E sei que em ti
Há um pedaço de mim.

Demorei uma vida inteira para entender que castelo não é um lugar, mas um sentimento.
Castelo é onde eu me sinto bem.
Castelo é abrigo, é refúgio, é colo, é convite, é café, é bolo de milho, carinho.
Castelo é onde o mal e os problemas continuam existindo, mas parecem menores diante da sua autoriade imponente e tenacidade resoluta.
Castelo é onde eu posso dormir de olhos fechados.
Castelo é onde eu posso falar sem ser julgado e posso ouvir para acolher.
Castelo é poder ser, viver e deixar viver.
Castelo é onde eu posso ser eu, e sendo eu, ser castelo na vida de quem eu amo.
Castelo é saber e sentir que há quem me ame.
Castelo é amar e ser amado.
Castelo é em comunhão com a vida e comigo mesmo, viver.

Comprei um sapato novo,
Mas não o uso,
Para que ele permaneça novo.
Talvez fosse melhor
Não ter comprado o tal sapato.
Afinal de contas,
De que vale um sapato novo,
Senão para deixar de ser novo?
Preciso deixar de ser bobo
E usar logo o meu sapato novo,
Antes que a vida passe,
E só ele permaneça novo.

Domingo eu te quero
Domingo eu te tenho
Domingo eu te pego
Domingo não me contenho.
.
Domingo eu te rio
Domingo de ti rios
Domingo de Niterói
Domingo de nós.
.
Domingo
Sempre domingo.
Com mais idade,
Jogaremos bingo.
Mas por ora
No aqui e no agora –
Sem demora –
Existimos e resistimos
Em mais um delicioso domingo.

Niterói/RJ – Brasil
E se as lágrimas forem necessárias para fazer a vida germinar?

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