Avatar de Desconhecido

Em vários mundos

Lembro-me com saudades

De todos que dessa vida sumiram

Eu sempre os carrego

Dentro de mim

 

Não são fantasmas –

Estão vivos! –

E de dentro deste mundo

Chamado dentro de mim

Jamais partiram

Jamais se despediram

Jamais disseram adeus

 

Vez por outra me recolho

E mesmo que as lágrimas corram soltas

Eu os vejo vivos e sorrindo

Provando que a morte do corpo

Não é de fato o fim

 

E é por isso que eu quero

Viver também dentro dos mundos

Que existem dentro dos outros

Pois enquanto houver lembranças

Que sejam de mim

Eu estarei vivo

Dentro de vários mundos

Sim.

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Avatar de Desconhecido

Deferido

Há tempos

Que os ventos

Não conspiravam

Na mesma direção

 

Há tempos

Que as palavras

Algumas vezes duras

Não caiam como benção

 

Há tempos

Que os sonhos

Que deixavam sem dormir

Não traziam consolação

 

Há tempos

Que a saudade

Era desespero

E não consolação

 

Há tempo

Ainda há muito

 

Tempo

 

O tempo do amor

Para nosso contento

Obteve, finalmente

O seu deferimento.

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Avatar de Desconhecido

Viagra

Basta saber que você existe

Pronto!

viagra

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Meu Corvo

Na medida em que a noite passava

Em penúria absoluta de repouso

E que em posição fetal

Meu corpo se confortava

Uma anjo de carne e osso

Tomou-me em seus braços

E despertou-me de mim

Em seus beijos e abraços

 

E diante deste alvoroço

Meu corpo e alma acalmaram-se

Após um dia para lá de insosso

Impávido levantou-se, então

O adormecido colosso

E hasteou sua bandeira

Lembrando-me:

Também ser de carne e osso

 

E desde então

As noites não são mais

Um agonizante estorvo

E você, meu angelical corvo

Resgatou-me do mundo dos mortos

Onde havia pilhas e mais pilhas

De putrefatos corpos

Que morreram na espera

De um anjo redentor

Morreram, de fato

Esperando…..

Esperando……….

Esperando…………….

Por amor.

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Avatar de Desconhecido

Até breve!

Relativizo o teu não

E entendo-o como sim

Não se trata do que deu-se em mim

Mas do que aconteceu aí…

Dentro do teu coração

 

Se falta ar a teu pulmão

Que respires fundo…

Bem fundo…

E que de uma vez por todas

Acordes para o mundo

 

Chega de dolorosas

E desnecessárias

Despedidas

Até breve!

Pode ser assim?

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Incrustrado na memória

E eu escrevo

Escrevo

Escrevo

Escrevo

Escrevo

Não paro

 

De fato, não consigo

Não é que eu queira

O poema é meu amigo

Serve-me como alívio e castigo

 

É que dentro de mim cresce tanto

No riso e no pranto

Na alegria e no desencanto

Que eu simplesmente preciso

Para continuar vivo

De alguém ou algo que me escute

Que simplesmente me escute

Sem entender ou perguntar os motivos

 

É tudo, é muito

Está nos cheiros

Nos gostos

Nas coisas mais comuns

Nas mais complexas

Quem dera os motivos fossem

Apenas alguns

Mas são infinitos

Aflitos

Desde os mais vulgares

Aos mais eruditos

 

Não se trata só do que aconteceu

É o agora e o futuro

É o que não vivemos

O que não temos

O que fingimos que não temos

É o que sonhamos

É o que queremos

 

Lembro-me não só do que fizemos

Mas do que não fizemos também

E as lembranças que não ocorreram –

Que existem, porém –

São o cerne dos nossos assuntos

É que mesmo quando estamos distantes

De fato estamos estamos

Sempre

Realmente juntos

 

Será possível escrever nossa história

Em 211 poemas ou 711 prosas?

Não foram só doces momentos

Há todo tipo de sentimento

E sinto-te aqui, agora

É assim todo o tempo, ora!

E em nossas risadas

Para lá de animadas

Sequer diferencio

O futuro de outrora!

 

Não há folhas suficientes para isso

Não é possível tudo isso escrever

Ainda estou na superfície

De tudo que fomos, somos e podemos ser

 

Não vou nem tentar, então

Que seja um livro aberto

Páginas desordenadas

Rabiscadas

E em branco

Que não saem da memória

 

Idéias soltas

Idéia fixa

Feitiço

Duelo

Outono

Silêncio

Ato

Intensidade

Realidade nossa

Fica comigo

Tua

Confissão

Brinde

 

Sim… Tudo isso tem nexo

E nós sabemos disso.

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Avatar de Desconhecido

Matando a saudade

Faça lua ou faça sol

Faça inverno ou verão

Por azar ou por sorte

Na luz ou na escuridão

Ela está lá…

Do amor, litisconsorte

Ouças-me bem, saudade:

Uma hora dessas

Estrangulo-te até a morte!

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Avatar de Desconhecido

Não sou invisível – II

E não é que a fé em Deus se renova em si mesma! E lá estava eu, me matando na academia, e surge um bem-te-vi do nada (moro em uma “selva de concreto”), pousa a cerca de 3 metros de mim, canta “bem-te-vi”, e vai-se embora? É bem possível que não fosse o mesmo bem-te-vi, mas a mensagem era a mesma: “Continuo aqui e continuo te vendo. Você nunca será invisível.” Coisas de Deus!

Avatar de Fabio OttoliniAgora Babou

Há um bem-te-vi me acordando faz uma semana

Dou um sorriso, e de alguma forma eu sinto

Deus me olhando e dizendo:

“Sim, eu estou aqui e estou te vendo. Você não é invisível.”

Pitangus_sulphuratus_3

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Avatar de Desconhecido

Não sou invisível

Há um bem-te-vi me acordando faz uma semana

Dou um sorriso, e de alguma forma eu sinto

Deus me olhando e dizendo:

“Sim, eu estou aqui e estou te vendo. Você não é invisível.”

Pitangus_sulphuratus_3

 

Avatar de Desconhecido

Mil folhas

Todos os sabores

Desfolho-te

Defloro-te

Folha por folha

Feito livro

Que eu já li e reli

Que reescrevi

 

E até o que é repetido

É sempre novo –

Faz sentido! –

Sempre percebo um detalhe

Um gosto diferente

Uma textura diferente

Que só eu sei onde encontrar

Que só eu sei fazer

 

E tendo dito e vivido isso

E com a mesma fome

Que sempre tenho de ti

Faz sentido chamar-te

De mil folhas

Da mais fina pâtisserie

E eu, sem falsa modéstia

Sou teu premiado pâtissier

Que te recheia como quiser

Como e onde eu escolha

Pois és minha obra-prima

E eu devoro-te folha por folha.

Casa-do-Alemão-_-Mil-Folhas