Talvez se a gente bater aquela fotografia E ela virar poesia de alguma forma Algum dia Vai que você a posta no Instagram? Para que vejam a sua mãe e sua irmã Para que saibam de mim Ainda que não me aceitem Mas para que saibam que eu existo.
Talvez se eu lhe oferecer mais um trago Um aceno, um abano Um aperto, um agrado Talvez… Talvez… E talvez você me entenda: É tudo pessoal Vivo e sentimental Lógico e irracional Coração na ponta dos dedos No tato, no toque, na escrita Em tudo E meus pés nunca tocam o chão.
Talvez, meu amor O maior de todos Você, meu amor Quem sabe assim eu caiba De alguma maneira Nas músicas do Ed Sheeran Que eu queria ter escrito Vivido com você.
E talvez (com certeza) Se restassem apenas 10 centavos E eu tivesse que apostar na Mega Sena Eu viveria em uma Teimosinha com você.
Você não é os meus talvezes É todos os meus porquês Meu fundo de panela Alho, cebola e pimenta do reino Meu cravo e minha canela Meu hoje, meu ontem Meu sempre
Talvez não! Nunca talvez Todos os dias Você sempre.
Esta música da Beth Hart diz tudo que eu quero e preciso dizer. Eu sou muito grato por tudo que me aconteceu e pelo que me tornei. Muito obrigado, meu bom Deus! ❤❤❤
I see blue birds of paradise I see sunset to sunrise I watch comets in the sky I see magic flying by I feel my father holding me I feel my spirit learn to breathe I look into my mother’s eyes I know this must be paradise
And I say, oh my, oh my This is paradise I say, oh my, oh my
Thank you for the sunshine Thank you for the light Thank you for the moonshine Thank you for the night Thank you for the big climb Thank you for the fall Thank you for my life Thank you for it all
I run through fields of majesty I run in and out of reality I run back to my enemy I run deep down inside of me I hear whispering in the trees I hear their towering melodies They share their ancient memories They sing we’re all family
And I sing, oh my, oh my This is paradise I sing, oh my, oh my
Thank you for the sunshine Thank you for the light Thank you for the moonshine Thank you for the night Thank you for the big climb Thank you for the fall Thank you for my life Thank you for it all
It’s a beautiful life in the little things So I stand in the light and I see everything My, my, oh, my
Thank you for the sunshine Thank you for the light Thank you for the moonshine Thank you for the night Thank you for the big climb Thank you for the fall Thank you for my life
Thank you for the laughter Thank you for the chance Thank you for the madness Thank you for the dance Thank you for forgiveness And not softening the fall Thank you for my love Thank you for it all Thank you for my life I’m thankful for it all All, all Thankful for it all
Eu gosto de falar com você, e um dia sem falar contigo me causa uma dor que faz tremer o universo. Eu não sabia disso, até o próprio universo vir reclamar comigo.
No teu último pensamento Nas costuras da fronha do teu travesseiro Nas dobras do lençol que não rimam com teu corpo Nas pernas que se movem sem saber para onde ir É aí que estou.
Porque o dia pode passar sem mim As risadas podem disfarçar a minha ausência O trabalho pode abafar as nossas indecências A música alta pode abafar os gritos da tua alma Mas é aí que estou.
E não estou aí porque pedi Não estou aí porque quero Estou porque me queres Porque tuas lembranças te inundam E deixam marcas indeléveis nas tuas coxas.
Estou aí.
No mosaico de pensamentos conflitantes Na busca interminável e arfante Por uma droga que possa aplacar O fogo que dança no meio do teu peito E que se renova em tuas fugas incessantes.
Estou aí Continuo aí Nos teus gozos Nas tuas cicatrizes Não obstante.
Em pleno Século XXI, ainda há claramente uma espécie de divisão social do trabalho que atravessa em cheio a alma e a dignidade das mulheres, que continuam cheias de responsabilidades e continuam a ser punidas por seus desejos. Escrevi um texto sobre este assunto, que pode ser encontrado aqui.
De tudo isso, o que mais me assusta é o machismo estrutural e a parca compreensão que a sociedade e as próprias mulheres detém sobre o assunto.
Pelo nome, um indivíduo menos avisado pode achar que machismo estrutural é algo praticado pelos homens. Ledo engano. É óbvio que a sociedade machista e patriarcal é o pano de fundo para as práticas machistas, mas o que dizer das mulheres que são machistas e obrigam, de maneira direta ou indireta, que outras mulheres também o sejam ou que sejam vítimas de abusos machistas? O dano causado por estas atitudes é incomensurável, uma vez que a vítima acaba por se resignar ante a descrença e o desestímulo de seus próprios pares.
Não se enganem. As conquistas das mulheres são inquestionáveis, mas não podemos partir do pressuposto que elas se tornaram universais. Um olhar mais atento repara em mulheres oprimidas das mais variadas formas, sempre sob a égide da moral judaico-cristã, cristalizada na máxima “Deus, família e liberdade”.
Não, eu não estou falando apenas de mulheres que sofrem clitoridectomia (retirada do clitóris, mutilação), e muito menos daquelas que são obrigadas a usar vestes específicas pelo simples fato de serem mulheres. Estou falando da sua vizinha, da sua prima, da sua sobrinha, da sua professora, enfim… Estou falando de mulheres comuns e não menos importantes, que são vítimas de abusos inomináveis, quer seja sob o ponto de vista sexual, financeiro, psicológico, patrimonial e moral.
O meu convite para o dia de hoje é, então, uma profunda reflexão sobre a frase “mulher vítima de violência é mulher sangrando”. Há mulheres sangrando por dentro, clamando por ajuda e por justiça, que são sumariamente ignoradas e silenciadas por seus cônjuges, suas famílias, por seus filhos, pela sociedade, enfim.
Portanto, o dia de hoje é um dia necessário para as mulheres. Não é um exagero. É um dia fundamental. Torço para que em um futuro próximo, ele possa passar desapercebido. Ainda não. As mulheres que precisam de ajuda ainda estão aqui.