Até que ponto o teu padrão de consumo e a tua maneira de viver são realmente teus? Até que ponto tua roupa, teu carro, tuas palavras, teu olhar, tuas felicidades e tuas dores pertencem a ti? Até que ponto te reconheces quando olhas de cara limpa para um espelho?
És o que és ou és o que esperam que tu sejas? És ou estás? Quem és tu, afinal?
Pergunto porque também já não soube quem eu era, e foi um esforço tremendo achar-me em mim.
Já fui minha sombra revirada e retorcida por viver o que eu não era. Nenhuma penumbra. Nenhum atenuante. Puro breu.
Não houvesse espelhos, eu até hoje não saberia de mim. Não houvesse espelhos, até hoje eu acreditaria que eu era só ausência de luz. Sombra e nada mais.
Hoje, sou sol, mas só me tornei sol quando não me reconheci na minha sombra, e isso era algo que ninguém poderia fazer por mim.
Não é uma música qualquer. É uma oração que me toca profundamente.
Que ao ouvi-la, você sinta a presença de Deus em sua vida. E que você tenha a certeza de que ainda que a sua dor e seu sofrimento sejam imensos, Deus irá honra-lo como sempre fez com TODOS os Seus filhos. Basta ter fé. Basta acreditar. Basta entregar a sua vida a Deus.
Deus é conosco. NUNCA se esqueça disso.
Amém!
You Raise Me UP (Josh Groban)
When I am down, and, oh, my soul, so weary When troubles come, and my heart burdened be Then, I am still and wait here in the silence Until you come and sit awhile with me
You raise me up, so I can stand on mountains You raise me up to walk on stormy seas I am strong when I am on your shoulders You raise me up to more than I can be
You raise me up, so I can stand on mountains You raise me up to walk on stormy seas I am strong when I am on your shoulders You raise me up to more than I can be
Muito cuidado com quem diz a frase “eu sei o que é melhor para você” e suas variações. Isso vale para toda e qualquer pessoa, incluindo os seus próprios pais.
1. Está implícito na frase que você é incapaz de saber o que é melhor para sua vida. Por isso, é quase que uma obrigação moral da pessoa intervir. Esta pessoa se passa por um “salvador”.
2. O objetivo, via de regra, é gerar em você uma dissonância cognitiva para que deixe de acreditar nos seus próprios valores, na sua visão de mundo e nas suas vontades, tais como se estas fossem sempre prejudiciais a você mesmo.
3. Esta frase tenta despersonalizar você ao ponto de que dependa totalmente da validação do outro para realizar as tarefas mais básicas de sua vida. É o outro que decide quem você deve amar, como você deve se vestir, com quem deve andar, o que deve falar e por aí vai.
4. Quem fala esta frase não admite ser questionado. Afinal de contas, considera-se e apresenta-se como um ser superior, tal como se fosse seu mentor. Seus mecanismos de culpa podem literalmente fazer você se sinta obrigado a seguir literalmente tudo que lhe for dito. Afinal de contas, seu mentor conhece cada gatilho (e possivelmente os implantou em você) que ele precisa acionar para que a manipulação ocorra.
5. E para a surpresa de ninguém, esta é uma das ferramentas preferidas dos manipuladores em geral.
No Centro de Niterói/RJ, durante a década de 1970, meu avô saía de casa aflito todas as vezes que chovia e ventava muito forte. Ele saía com uma caixa de papelão nas mãos, e um dia me chamou para ir com ele (para o desespero da minha mãe, pois eu era muito novo).
Fomos em direção à casa que abrigava a prefeitura na época, que era completamente cercada por árvores enormes. Diante delas, vi meu avô se abaixando e recolhendo o que pareciam ser pequenos frutos das árvores. Não eram. Eram pequenos pardais desfalecidos por conta da tempestade.
Então, já com a caixa cheia dos pequenos pássaros, meu avô voltou para casa, cobriu a caixa com um cobertor e a colocou no forno, em temperatura bem baixa e com a porta aberta. Instantes depois, meu avô retirou a caixa do forno e eu comecei a ouvir inúmeros e intensos piados. Quando a chuva passou, meu avô retirou o cobertor de cima da caixa, bem perto da janela da cozinha, e dezenas de passarinhos fortes e aquecidos, voaram pela janela em direção ao infinito, em direção à vida.
Aprendi ali com meu avô, bem cedo, que mesmo sem que um pardal lembrasse do meu avô ou se mostrasse minimamente grato a ele, o prazer de ver os pardais voltarem a voar significava para ele absolutamente tudo. Ele praticava o bem e o bem era a sua própria recompensa. Era evidente nos seus olhos e no sorriso que esbanjava para si mesmo.
Que nossos corações e nossas atitudes sejam como a caixa, o cobertor e o forno do meu avô. E que possamos fazer o bem sem esperar nada de ninguém, na certeza de que ver o outro se levantar diante de uma dificuldade é um dos mais sublimes experiências que podemos ter na vida.
Saudades de ti, Afonso Fonseca, meu adorável e inesquecível avô. Obrigado por ter me ensinado tantas e tantas vezes o que verdadeiramente vale a pena na vida.
Ninguém jamais perdeu algo na vida por ser honesto, sincero, verdadeiro, grato, compreensivo, carinhoso, amoroso, bondoso, cuidadoso e, acima de tudo, gentil.
Muitas pessoas alegam que perderam tempo sendo assim com pessoas que não mereciam, mas eu pergunto: qual é o mérito de ser somente assim com quem também é assim com você?
A vida é uma escola e somos eternos alunos. Cada vez que somos gentis, por exemplo, mais gentis nos tornamos. Praticar o bem nos torna melhores do que já somos. Sempre.
O mundo dos outros pode não espelhar aquilo que somos ou fazemos, mas o universo… Este sim é o nosso grande espelho, e dele receberemos exatamente tudo aquilo que nele projetamos.
Nunca se decepcione. Mais a frente, a vida mostrará de forma inequívoca que tudo sempre valeu a pena. Viver vale a pena. Ser de verdade vale a pena. Sempre. 🙂