Avatar de Desconhecido

Aleatoridades

Segundos
Minutos
Horas
Dias
Semanas
Meses
Anos

O tempo passa indiferente

A senhora passeia com o cachorro
A mãe vai buscar o filho na escola
“Mais uma cerveja!”, grita o homem no bar
A neta da vizinha respirou pela última vez
Pedro perdeu o emprego e foi assaltado no mesmo dia
E até o final do ano, não há mais feriados nacionais para emendar

O que vai ser da gente?

Segundos
Minutos
Horas
Dias
Semanas
Meses
Anos

O tempo passa indiferente
(e é nítido que caçoa da gente)

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Por nós

Me mostra aquelas poesias

Que você escrevia

Quando o nosso amor

Escorria pelos seus dedos

Me fala do tempo

Em que éramos três:

Nós

Você e eu

Me fala das fotografias

Onde tudo que a gente queria

Era perpetuar

Todo e qualquer instante

E hoje, que tudo temos

Que tudo podemos

Me fala do nosso amor

Como se não fosse algo distante

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Relógio – por Mário Quintana

O mais feroz dos animais domésticos
é o relógio de parede:
conheço um que já devorou
três gerações da minha família.

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Sem demora

me conta mais de você
me fala dos seus planos
para os próximos 15 minutos
para os próximos 30 anos

mas por ora só o agora
onde nada planejamos
vamos inundar lençóis
onde nunca naufragamos

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Mente que nem sente

Psicóticos e esquizofrênicos jamais mentem,

Pois para eles seus delírios e alucinações são 100% verdadeiros.

Fora isso, quem “mente que nem sente”

Sabe muito bem que está mentindo.

E você aí sofrendo, se martirizando,

Por gente que não tem honra, caráter.

Gente que nem gente é.

Ninguém muda ninguém – entenda!

Por isso, aceite as pessoas como elas se mostram

E a dor irá embora com o tempo.

A verdade liberta,

A verdade cura,

A verdade é de Deus.

Diga não aos senhores das trevas!

Acima de tudo, são grandes ladrões do seu tempo

(que é finito).


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Você merece!

Se perdoe, vai…

Se perdoe e vá.

Pois a vida é curta

E o tempo é breve.

Mas as memórias e os sentimentos,

O calor e a cor dos momentos,

As nuances dos tempos,

São perpétuos

E transcendem jazigos perpétuos.

Se perdoe, vai…

Você merece.

Simplesmente vá.

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Vitrificado

Fascinam-me os pássaros,
Flutuando ao lado da ponte
Sem precisar bater suas asas
À mercê da magia do vento.

Fascina-me a ponte
Que serve de refúgio aos pássaros
Imponente diante da paisagem
À mercê da magia do tempo.

Fascino-me eu comigo,
Diante dos pássaros e da ponte
Diante do vitrificado horizonte
À mercê de Deus adiante eu sigo.

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Dias à frente

Dias lentos, vagarosos

Dias vividos, sentidos

Dias com sentido

Dias cheios de alento.

Dias em que o vento –

Sempre atento ao tempo –

Sussurra em meus ouvidos

Palavras maravilhosas:

“Não há mais perigo

Agora, é contigo

Siga em frente.”

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Realizar

Aos poucos,

Tudo volta a seu lugar.

Os sonhos, os desejos,

O amor e o amar.

E o coração se liberta da culpa,

De não ter sido bom o suficiente,

Porque nunca há de ser suficiente

Aquilo que não se quer receber,

Aquilo que não importa se chegar.

Aos poucos,

Tudo volta a seu lugar.

E eu quero e mereço um lugar

Aonde eu possa estar

Sem meu coração sangrar.

Que eu me livre do engano,

Que morram a esperança,

As expectativas e os planos,

E que meu presente não seja só

Uma eterna lembrança

Dos meus tempos de criança,

Quando tudo que eu sabia fazer era sonhar.

Eu quero,

Eu preciso:

É imperativo realizar.

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À mercê do mar

Diga-me, mar,
O que fazer
Com estas ondas de felicidade que me banham,
Que não sei se são pura ressaca
Ou se é assim que agora hão de ser.

Diga-me, mar,
Se do amor já é chegado o tempo,
Para em tuas águas recomeçar
Rumo ao destino por mim desejado,
A mercê do poder e da força dos teus ventos.