Essa música é um soco na cara. Há mais para se fazer na vida do que reclamar do que poderia ter sido.
Sigamos em frente! Letra no vídeo.
P.S.: A banda é SENSACIONAL!
Essa música é um soco na cara. Há mais para se fazer na vida do que reclamar do que poderia ter sido.
Sigamos em frente! Letra no vídeo.
P.S.: A banda é SENSACIONAL!
Olho para o mar
E no horizonte,
Vejo o ir e vir das embarcações.
Não vejo a que eu espero.
Não vejo a que sempre estive a esperar.
.
Olho para o mar novamente.
Desta vez com os olhos marejados.
A saudade escorre pelo meu rosto,
Pelo meu peito, até meus pés,
E me deixa de joelhos.
.
Seguro um punhado de areia
E o deixo escorrer por entre meus dedos.
Sou ampulheta viva
E a minha vida
Por mim está a passar.
.
Olho para o mar mais uma vez.
Quem sabe, talvez?
Entre motivos e porquês,
Há um coração que pulsa alto,
Esperando o amor aportar.

Lembro de tudo:
Do adeus mudo
Do argumento surdo
Do pedido
“Fica…”
Porque sem ti
Não tenho para onde ir
E nem para onde voltar.
.
Até hoje
Nas noites mais escuras
Onde o travesseiro é clausura
Ouço teus passos
Sinto teu peso a meu lado
Invisível corpo –
Estupenda alma –
Que pesa a meu lado
Em meu colchão.
.
Pedi a Deus
Que me desse o amor –
Não um qualquer amor –
E Deus me levou
De encontro a ti.
.
Pedi a Deus
Que me desse sentido
E eu fui ouvido
No teu “eu te amo”
No teu “adeus”
Que me deixou sem mim.
.
Mas ainda há de chegar
A primavera
E as poesias do
“Quem me dera”
Se transformarão
Em preces de gratidão
Pelo adeus que em mim
Nunca foi
Nunca partiu.
.
E tudo isso
Será para nós alicerce –
Inequívoca prece –
Do que sempre fomos
E de tudo que ainda somos
No porvir.
.
De ti
Nunca me esqueci
E sei que em ti
Há um pedaço de mim.

Queria ser salvo da vida,
Mas não pela morte –
Salvação inevitável –
Mas pela sorte de entender
Que é uma tremenda sorte
Estar vivo.
.
Como eu gostaria que Deus,
Descesse dos céus e me dissesse:
“Estás vivo; já não é o bastante?”
Mas Deus anda ocupado,
E eu tenho reclamado
Muito mais do que agradecido.
.
Vivo!
E no fundo eu sei que é bom estar vivo,
Mas que isso não me impeça
De morrer para certas coisas –
Ou de matar certas coisas –
Para me manter
Vivo!

Demorei uma vida inteira para entender que castelo não é um lugar, mas um sentimento.
Castelo é onde eu me sinto bem.
Castelo é abrigo, é refúgio, é colo, é convite, é café, é bolo de milho, carinho.
Castelo é onde o mal e os problemas continuam existindo, mas parecem menores diante da sua autoriade imponente e tenacidade resoluta.
Castelo é onde eu posso dormir de olhos fechados.
Castelo é onde eu posso falar sem ser julgado e posso ouvir para acolher.
Castelo é poder ser, viver e deixar viver.
Castelo é onde eu posso ser eu, e sendo eu, ser castelo na vida de quem eu amo.
Castelo é saber e sentir que há quem me ame.
Castelo é amar e ser amado.
Castelo é em comunhão com a vida e comigo mesmo, viver.

Comprei um sapato novo,
Mas não o uso,
Para que ele permaneça novo.
Talvez fosse melhor
Não ter comprado o tal sapato.
Afinal de contas,
De que vale um sapato novo,
Senão para deixar de ser novo?
Preciso deixar de ser bobo
E usar logo o meu sapato novo,
Antes que a vida passe,
E só ele permaneça novo.

Domingo eu te quero
Domingo eu te tenho
Domingo eu te pego
Domingo não me contenho.
.
Domingo eu te rio
Domingo de ti rios
Domingo de Niterói
Domingo de nós.
.
Domingo
Sempre domingo.
Com mais idade,
Jogaremos bingo.
Mas por ora
No aqui e no agora –
Sem demora –
Existimos e resistimos
Em mais um delicioso domingo.

Niterói/RJ – Brasil
E se as lágrimas forem necessárias para fazer a vida germinar?

O tempo –
Essa caixa imaterial em que vivemos –
Que vai da ordem ao caos em instantes.
Fascinantes os acham que o tempo é amigo, ou abrigo, ou qualquer coisa do tipo.
O tempo está sempre indo, e com sorte vira memória, história ou arrependimento.
O tempo é a vida indo em direção à morte sem precisar de nenhum consentimento e sem qualquer constrangimento.
E quando damos por nós, foi-se o tempo. Também fomos nós. Não há alento.

Não vou dizer nada. Não tenho discursos bonitos ou coisas enlatadas para dizer. Só quero que saibam que nenhuma palavra, nenhum verso ou estrofe chegaram até este blog por acaso. São parte de mim. Sempre serão.
Obrigado por me lerem. Sou essa “coisa” que escreve por aqui. Sou um apaixonado pela vida, um apaixonado por viver. Um aprendiz, um aspirante, um ridículo… E me orgulho muito disso. ❤️
